Um grito de milhares em defesa da liberdade

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A chama ativista acesa nas manifestações de junho ainda não apagou no Rio de Janeiro. Nesta quinta (31), o trânsito das principais avenidas do Centro deu lugar aos manifestantes, que reivindicavam a liberdade dos presos políticos, o fim da violência policial e denunciaram os casos de opressões do estado.

O ato começou na porta do Tribunal de Justiça, em protesto contra a prisão de manifestantes no ato em defesa da educação de 15/10. A caminhada passou pela Igreja da Candelária, onde foi lembrada a covarde chacina de menores de 23 de julho de 1993.

A manifestação ganhou um clima diferente quando entrou na Avenida Rio Branco. A passagem pela rua mais importante do Centro foi silenciosa, com manifestantes usando uma mordaça e o Bloco do Nada Deve Parecer Impossível de Mudar tocando a marcha fúnebre.

O silêncio era respeitado por quem passava pela Rio Branco. Comerciantes com as portas semiabertas e ambulantes observavam o ato com um olhar de surpresa e estranhamento. Eventualmente, alguém gritava o nome dos presos políticos do presente e do passado, do pedreiro Amarildo, das chacinas de Vigário Geral e da Candelária e da Guerra da Canudos.

O silêncio acabou na Cinelândia, quando os manifestantes cantaram em coro unificado um grito de "Cabral é ditador", que foi lembrado praticamente em todas as manifestações realizadas nos últimos meses. O falido empresário Eike Batista também foi citado de uma forma pouco elegante quando o ato passou pela porta do prédio que abriga o grupo EBX.

Às 19h, o Grito da Liberdade chegou aos Arcos da Lapa, onde a manifestação foi encerrada sem conflitos com a polícia.

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