UERJ em crise

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5Na quarta-feira (24), a UERJ teve suas atividades suspensas por uma semana. A informação foi divulgada através de nota assinada pelo reitor da universidade, Ricardo Vieiralves. A justificativa para tal ação seria o fato de o campus encontrar-se “em situação de insalubridade por conta da descontinuidade dos serviços terceirizados”.

A crise pela qual a UERJ vem passando não é novidade. Esse ano já houve paralisação dos terceirizados, que atuam nas áreas de segurança e limpeza, motivada pela falta de pagamento. Bolsistas da universidade – que fazem estágio, pesquisa e residência – também estão sem receber suas bolsas. No Hospital Universitário Antônio Pedro (HUPE), cirurgias e exames foram suspensos, e materiais básicos – como luvas e compressas – estão em falta. Os residentes já atuam em esquema de rodízio, por conta do atraso das bolsas.

Renato Cinco denunciou em plenário a situação da UERJ. “O que o Vieiralves diz nessa nota não é mentira, é verdade. A universidade está numa situação terrível! Agora, o meu questionamento – e de muitos com quem eu conversei na UERJ – é o seguinte: porque o reitor resolveu tomar essa medida? Ele não fechou a universidade, suspendeu as aulas até o dia 1º. Porque o reitor, por exemplo, não apoiou as lutas, as greves, as manifestações promovidos pelo corpo social da UERJ, que lutava, por exemplo, para não reduzir o orçamento da universidade, para aumentar o orçamento da universidade, para não se desenvolver essa política de terceirização?”, afirmou.

Assista ao discurso na íntegra:

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