PSOL apresenta projeto que cancela aumento da tarifa de ônibus

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Na última quinta-feira (18), a bancada de vereadores do PSOL apresentou um Projeto de Decreto Legislativo que pede o cancelamento do aumento das passagens de ônibus no Rio de Janeiro. No início do ano, a tarifa básica de transporte rodoviário foi reajustada de R$ 3,40 para R$ 3,80. O aumento tarifário dos últimos seis anos representou um acréscimo de 60% no custo da passagem, quando a inflação do mesmo período não ultrapassou os 50%.

Mais uma vez o aumento do custo com transporte público não representa uma melhoria do serviço oferecido à população. A promessa do prefeito Eduardo Paes de encerrar sua gestão com 100% da frota de ônibus com ar-condicionado não será cumprida. A maior parte dos veículos, principalmente os que circulam pelas Zonas Norte e Oeste, ainda são do tipo “quentão”. Destes, muitos circulam em péssimo estado de conservação, com bancos quebrados, pneus carecas e infestados por insetos.

Entre as razões para a concessão do reajuste, o decreto da prefeitura aponta a necessidade de recompor os valores despendidos com Diesel, mão de obra e uma bonificação para que as empresas incorporem na frota 70% de ônibus com ar condicionado.

No entanto, não há qualquer transparência sobre os dados apresentados que compõe a fórmula do reajuste tarifário. Apenas para exemplificar: a secretaria municipal de transporte afirma que 50% da frota possui ar-condicionado. No entanto, não há nenhuma planilha que comprove o dado.

Em 2015 foi concedido um valor de R$ 0,058 por passagem para que as empresas adequassem 100% da frota de forma climatizada. O cálculo para o reajuste previsto no Decreto n. 38279/14 não incluía o item gratuidades. Porém, já no reajuste autorizado através do Decreto n. 39.707/14, surgiu esse item com valor de R$ 0,0131 por tarifa. Já o Decreto n. 41190/15 inclui a parcela, mas com valor pela metade. Falta clareza não só sobre os números apresentados, como também pela própria fórmula.

Nesta confusão de tabelas e falta de transparência da prefeitura e das empresas de ônibus, o passageiro é mais uma vez prejudicado.

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