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Prisão Olímpica

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A preparação do Rio de Janeiro para sediar os jogos olímpicos contou com alguns elementos que passaram longe das lentes e análises da grande mídia. Um deles foi o aumento do encarceramento, principalmente de presos sem condenação. Estes dados constam no relatório “Quando a liberdade é exceção”, elaborado pela Justiça Global e pelo Mecanismo Estadual de Prevenção e Combate à Tortura (MEPCT/RJ).

Em termos gerais, o estado do Rio de Janeiro registrou, em dezembro de 2015, mais de 44.600 presos e presas. Sete meses depois, na véspera de recepcionar as Olimpíadas de 2016, o estado chegou à marca dos 50 mil presos, sendo que 22 mil (44%) estavam em caráter provisório.

“A intensificação do controle urbano no contexto dos megaeventos no Rio de Janeiro é evidente. Esse processo articula a militarização da cidade, a criminalização da pobreza, a violência policial e, sem dúvida alguma, impacta diretamente no aumento do encarceramento em massa, sobretudo de pessoas negras e pobres”, relata Renata Lira, do Mecanismo Estadual de Prevenção e Combate à Tortura.

A pesquisa também identificou um expressivo aumento de prisões de mulheres acusadas de tráfico de drogas, que passou de 64 em 2013 para 643 em 2014, um crescimento de 1004%.

Em discurso no plenário da Câmara Municipal, Renato Cinco comentou sobre como a militarização da cidade na preparação dos megaeventos está relacionada com o aumento do encarceramento.

Veja a íntegra do discurso:

 

https://www.youtube.com/watch?v=ZK0_TGron_s

 

Leia o relatório “Quando a liberdade é exceção”:

 

http://www.global.org.br/wp-content/uploads/2016/09/quando-a-liberdade-e-excecao.pdf

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