O Golfe Olímpico e o silêncio da Prefeitura do Rio

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As suspeitas de irregularidades e os graves prejuízos ao meio ambiente são elementos que envolvem a construção do Campo de Golfe para os Jogos Olímpicos de 2016. O local escolhido para o empreendimento envolve áreas com diferentes graus de preservação ambiental às margens da Lagoa de Marapendi, na Barra da Tijuca.

O Campo de Golfe vai ocupar um espaço de aproximadamente um milhão de metros quadrados, em terrenos públicos e privados, colocando em risco ecossistemas de restinga e manguezal incluídos no regime de proteção integral pelo Parque Natural Municipal de Marapendi e pelo Parque Ecológico de Marapendi.

A prefeitura do Rio de Janeiro fez uma opção nada democrática e prefere tocar a obra sem dialogar com a população, além de não apresentar um estudo que justifique a necessidade de construção do campo de golfe naquela região.

Diante dos fatos, a ONG Justiça Global encaminhou uma representação ao Ministério Público, pedido uma investigação do empreendimento, das suspeitas de irregularidades no processo de licenciamento ambiental e a realização de uma audiência pública sobre a obra. A iniciativa da Justiça Global tem o apoio dos mandatos do vereador Renato Cinco e Eliomar Coelho.

No documento, a Justiça Global afirma que “o projeto ‘Campo de Golfe Olímpico’ foi, no mínimo, subestimado em seu potencial de degradação ambiental, pelos dois principais gestores da política ambiental do Município do Rio de Janeiro”.

Na semana passada, o Coletivo Resistência Popular Zona Oeste II e o Núcleo de Base Movimentista do PSOL foram ao canteiro de obras protestar contra a falta de transparência do poder público na obra do Campo de Golfe.

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