Maurício Azêdo, presente!

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O texto abaixo foi a forma que o mandato do vereador Renato Cinco (PSOL) encontrou para render uma justa homenagem ao grande militante, advogado e jornalista Oscar Maurício de Lima Azêdo.

Maurício Azêdo nasceu no Rio de Janeiro em 27 de setembro de 1934. O jornalista foi eleito presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) em maio de 2004. Até a sua morte, em 25 de outubro deste ano, desempenhou com bravura e maestria esta função.

O texto que segue foi o último escrito por Azêdo, que permanecerá em nossos corações e mentes como um lutador pela liberdade de imprensa e a democratização da comunicação. Maurício Azêdo, PRESENTE!

Convocação para lutas

ABI_mauricio_2Aos companheiros e companheiras imobilizados pelo sistema de forças políticas e sociais que neste momento dominam a vida na América,

Queremos dizer que estamos de volta com nossas ideias, nossa coerência, nosso passado e novas propostas de luta pela libertação dos povos da América Latina.

Somos os que estiveram presos no Estado Nacional do Chile e assistiram impotentes ao assassinato e ao corte das mãos do poeta popular Víctor Jara. Somos os que enfrentamos a dura ditadura militar do Brasil que matou milhares de brasileiros. Fomos companheiros de luta de Carlos Marighella, assim como estivemos no Uruguai e na Argentina organizando lutas ao lado dos tupamaros e montaneros.

Estamos prontos a retomar o papel que nos cabe na luta em defesa do povo de nossos países. Para isso, conclamamos os participantes desses movimentos a realização de uma reunião ampla, para retomada de nosso movimento e a programação das jornadas revolucionárias que desde já devemos desencadear para que voltemos ao centro do processo de democratização em nossos países; os companheiros que disponham de espaço e recurso para a realização desse encontro, indiquem data e local onde ele se realizará, para deixarmos as condições de inação com que estamos oprimidos.

Rio de Janeiro, Buenos Aires, Montevidéu, Santiago do Chile, outubro de 2013.

Maurício Azêdo,

vítima da ditadura brasileira.

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