Lutar contra o impeachment e o governo do PT

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A famosa frase “o Brasil não é para amadores” ganha cada vez mais sentido com as novidades, quase diárias, da crise política nacional. O pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, que perdeu força no final de 2015, ganhou novos defensores após a divulgação da delação premiada do senador Delcídio do Amaral e dos grampos telefônicos envolvendo o ex-presidente Lula.

No plenário da Câmara Municipal, o vereador Renato Cinco discursou reafirmando posição contrária ao impeachment de Dilma. Cinco comentou sobre o acordo para cassar o mandato da presidente, manter Michel Temer, formar um governo de coalizão PMDB/ PSDB e travar o aprofundamento das investigações da operação Lava Jato.

“Querem fazer o impeachment e transformar a Lava Jato meramente em um instrumento para o afastamento do Partido dos Trabalhadores do poder. Fizeram acordo para que a Lava Jato não atinja Renan Calheiros, não atinja Aécio Neves, não atinja Eduardo Paes, não atinja tantos e tantos barões desses dois partidos, que estão envolvidos nos esquemas de corrupção”, declarou.

Veja a íntegra do discurso:

Cinco também criticou a seletividade do poder judiciário e a manipulação dos grandes veículos de comunicação, com claros objetivos políticos.

Apesar de ter posição contrária ao impeachment da presidente Dilma, Cinco também criticou o programa petista, reafirmando a posição de oposição de esquerda do PSOL. O vereador lembrou de algumas decisões do atual governo que atacam direitos e conquistas dos trabalhadores, como a lei lei antiterrorismo e o arrocho fiscal.

“Ser contra o impeachment não significa alimentar nenhuma ilusão com o governo Dilma Roussef. Hoje, tanto com PMDB quanto com PSDB no novo governo, como com Dilma Roussef continuando na Presidência da República, vão implementar a mesma política de ajuste, que vai ser um processo de cassação dos direitos dos trabalhadores e de desmonte do pouco de estado de bem estar social que temos no país”, disse.

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