Legado esportivo perdido

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O avanço das obras olímpicas na cidade do Rio de Janeiro revela que o prometido legado dos jogos está perdendo espaço para os negócios que beneficiam, principalmente, as grandes empresas que financiaram as campanhas eleitorais do PMDB.

Neste contexto, O “Comitê Popular da Copa e das Olimpíadas do Rio de Janeiro” elaborou um dossiê sobre violações do direito ao esporte e à cidade, após visitar os seguintes equipamentos esportivos: Estádio de Remo da Lagoa, Campo de Golfe (Barra da Tijuca), Parque Olímpico (Barra da Tijuca), Maracanã, Estádio de Atletismo Célio de Barros, o Parque Aquático Júlio Delamare e Marina da Glória (Aterro do Flamengo).

Link para o dossiê: http://observatoriodasmetropoles.net/images/abook_file/dossie_violacoesesporte_rio2015.pdf

Em discurso no plenário, o vereador Renato Cinco comentou sobre os problemas apresentados no dossiê, e explicou como a promessa de modernização da estrutura de apoio aos atletas da cidade foi substituída por projetos que beneficiam os espaços de negócios para uma elite empresarial.

“O esporte na Cidade Olímpica fica em segundo lugar. Os negócios são mais importantes. E também os negócios são mais importantes do que a dignidade, do que os direitos dos pescadores da Lagoa Rodrigo de Freitas, uma comunidade centenária que está também sendo ameaçada de remoção por conta do interesse nos negócios,” declarou Cinco. Veja o discurso completo:

A privatização dos espaços públicos vem ganhando força na gestão Eduardo Paes. O dossiê aponta que “este processo revela uma intrínseca relação entre a violação do direito ao esporte e as violações dos direitos à moradia, ao trabalho, ao meio ambiente, e à cidade, promovidas pela Prefeitura do Rio. Ao olhar o processo de preparação da cidade para as Olimpíadas, é possível afirmar, com decepção, Rio 2016: um legado de violações!”.

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