1901357_660928410633877_2032175088_n-630x328

Jogos olímpicos e a “imobilidade” urbana

Compartilhar:

As tarifas são altas e as condições das frotas ruins, não cumprindo com o compromisso de ar condicionado.

A “irracionalização” de Paes se iniciou na Zona Oeste, com os BRT’s prometendo mais rapidez e conforto. Entretanto, todos os dias vivenciamos mais tempo gasto para o mesmo percurso e mais desconforto, com veículos lotados e mais baldeações. Os BRT’s mudaram o ritmo do trânsito em vários bairros, acarretando acidentes e novos atropelamentos.

No Centro, onde passam diariamente trabalhadores de toda a região metropolitana, muitos ônibus deixaram de circular até onde chegavam, obrigando as pessoas a andarem longos trechos ou a usar o VLT, que deveria ser gratuito, e não uma fábrica de multas caríssimas para quem não conseguir pagar a passagem. A população também é forçada a ter cartões pré-pagos, que só servem para antecipar o faturamento dos empresários.

O transporte também ficou mais caro, por que muitos itinerários dependem de mais baldeações e do pagamento de outra passagem.

Aliás, os ônibus, metrôs, barcas, trens e o bilhete único estadual ficaram mais caros. Todos eles estão cada vez mais lotados e apresentam cada dia mais problemas. Agora nossos engarrafamentos duram o dia inteiro, em todas as áreas da cidade.

Outra promessa de melhoria foram as obras das Trans. A TransBrasil construiu um BRT sobre a já saturada Avenida Brasil, provocando transtornos até depois das 22h, dobrando, em média, o tempo de travessia. A TransOlímpica também provocou, na região de Jacarepaguá, o aumento dos engarrafamentos. Com o afundamento do Viaduto em Curicica, percebemos que a qualidade da obra também está comprometida.

Muitas promessas. Mas, no dia a dia, o legado olímpico foi a piora dos transportes e da mobilidade!

Compartilhar:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *