Forças Armadas enfrentam manifestantes durante leilão do campo de Libra

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Na segunda-feira (22), o posto três da Barra da Tijuca foi palco de uma cena perversa e recorrente da história brasileira: o exército e a força nacional enfrentaram os trabalhadores e a juventude, durante mais de cinco horas, para defender os interesses de grandes grupos econômicos nacionais e internacionais.

Dessa vez, os manifestantes exigiam que a maior reserva de petróleo do Brasil, o campo de Libra, não fosse privatizada no leilão que ocorria em um hotel de luxo próximo ao local do protesto. Desde às 9 h, petroleiros, estudantes, sem-terra e outros movimentos sociais reuniam-se pacificamente. Às 11h, foram atacados de surpresa com balas de borracha e bombas pelas tropas militares, que não alegaram nenhuma justificativa, somente a necessidade de dispersá-los.

Do lado da orla, em um dia de sol quente, rapidamente formou-se uma barricada que resistia às ações das forças armadas, enquanto banhistas testemunhavam os acontecimentos. Na linha de frente da resistência erguida com placas de amianto, todos eram jovens, muitos negros, alguns moradores de rua, outros militantes socialistas.  Entre condomínios de luxo, motéis, quiosques e bombas, podia-se ouvir a Internacional sendo cantada de tempos em tempos, ao lado de palavras de ordem e xingamentos à Dilma, Paes e, naturalmente, o Exército.

Parte dos movimentos sociais decidiu não responder com pedras às balas. O Sindicato dos Petroleiros permaneceu pacificamente no ato, refugiado em uma praça próxima ao confronto, enquanto socorristas voluntários atendiam os feridos. Após um primeiro adiamento no horário do leilão, este foi realizado às 15 h. Sem mais o que fazer, os manifestantes se retiraram, cantando pelas ruas, carregando quatro feridos e a certeza de que todos os brasileiros ficaram mais pobres.

O vereador Renato Cinco participou do ato, expressando o repúdio do PSOL à dilapidação do patrimônio do povo brasileiro.

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