Dezenas de milhares abraçam a luta da educação, enquanto a repressão aumenta

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Na terça-feira (15), o ato em apoio à greve da educação do Rio de Janeiro se tornou a maior manifestação na cidade desde o mês de junho. Em resposta à mobilização, a polícia deteve 208 pessoas e atirou com armas de fogo. A repressão também cresceu dentro das escolas: a Prefeitura ameaça diretamente de demissão os grevistas que exigem o fim da intransigência de Eduardo Paes e o reinício das negociações com o SEPE.

Enquanto um jovem ferido à bala durante a manifestação permanece hospitalizado, educadores da rede municipal em estágio probatório foram constrangidos a justificar suas faltas nas escolas, com alguns recebendo telegramas comunicando a abertura de processo administrativo, primeiro passo para a demissão dos trabalhadores.

 Na rede estadual, 400 profissionais da educação já tiveram processos administrativos abertos, embora o Supremo Tribunal Federal tenha garantido por meio de liminar o direito de greve. Apesar da criminalização do movimento, a assembleia estadual da categoria deliberou pela continuidade da greve na quarta-feira (16). A rede municipal também permanece parada, após assembleia com cinco mil pessoas na terça (15).

O vereador Renato Cinco (PSOL) denunciou no plenário da Câmara a razão da continuidade do movimento dos educadores:

– Não dá para ficar afirmando que este Plano de Carreira, elaborado sem a participação dos profissionais da educação e dos vereadores da oposição, é bom. Ele não beneficiará 93% da categoria, já que apenas 7% dos professores são 40h. Vale lembrar que o próprio Plano restringe a migração para 40h. Só há uma saída para um desfecho mais razoável para todos os lados: é retorno das negociações e o fim da criminalização das lutas sociais.

 Na terça (22), está prevista uma nova Assembleia da rede municipal. A categoria reivindica reajuste de 20%, melhores condições de trabalho, 30 horas semanais para funcionários, democracia nas escolas, eleição para diretor de escola, fim do plano de metas e do projeto Certificação e a derrubada do veto do governador Sérgio Cabral ao artigo do Projeto de Lei 2.200, que garante uma matrícula de professor em apenas uma escola.

 Veja o vídeo da manifestação:

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