PSOL pede cassação de Medalha Pedro Ernesto ao Pastor Silas Malafaia

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No dia 14 de março estava em pauta a aprovação das contas de 2012 da Prefeitura de Eduardo Paes. A bancada de vereadores do PSOL/RJ estava concentrada na análise e fiscalização desse relatório.

Na mesma sessão, em meio a outros projetos e de maneira célere, a Mesa Diretora encaminhou a aprovação da entrega da Medalha Pedro Ernesto ao Pastor Silas Malafaia. A votação foi simbólica, e feita da seguinte forma: “os vereadores que são favoráveis permaneçam como estão”. A leitura foi rápida, sem que a nossa bancada tivesse conseguido reagir.

Diante da aprovação dessa iniciativa, que não recebeu o apoiamento de nenhum dos vereadores do PSOL (os requerimentos de Medalhas devem ter, no mínimo, a assinatura de 17 vereadores para serem submetidos ao plenário da Câmara), solicitamos a cassação da Resolução que concede a Medalha.

Em nosso entendimento, o Pastor Silas Malafaia é hoje um dos principais expoentes do fundamentalismo religioso em nosso país, incentivando a intolerância frente aos direitos e demandas das mulheres e dos LGBTs. São de sua autoria frases preconceituosas como “Eu não acredito que dois homens e duas mulheres tenham a capacidade de criar um ser humano” e “Amo os homossexuais como amo os bandidos, os assassinos…”. Nesse sentido, não cabe à Câmara conceder-lhe sua maior honraria, estimulando práticas que devem ser extirpadas da vida nacional.

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Mulheres, direitos e flores

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Na última sexta-feira (08), comemoramos o dia internacional da mulher. Nosso mandato aproveitou o protocolo da Câmara e homenageou Sandra Carvalho com a medalha Chiquinha Gonzaga. Sandrinha, como é conhecida por muitos, é militante dos Direitos Humanos e uma das fundadoras da ONG Justiça Global.

Dia histórico de manifestações, 08 de março também foi comemorado nas ruas. Numa caminhada lilás, a Av. Rio Branco ganhou novo nome, sendo transformada em Av. Clara Zetkin. E, pouco a pouco, cada rua passou a homenagear lutadoras históricas. A Buenos Aires virou Olga Benário; a rua do Ouvidor, Dandara dos Palmares. E assim rua por rua até a Cinelândia, transformada em Praça Regina dos Santos. Regina foi militante do MST e, no início do ano, foi estuprada e brutalmente assassinada em Campos, interior do estado do Rio de Janeiro.

“CONTRA TODAS AS FORMAS DE VIOLÊNCIA ÀS MULHERES”

O tema central do ato foi a denúncia das diferentes formas de violência a que as mulheres são submetidas todos os dias. Tema que mobilizou diferentes setores do Movimento de Mulheres, com o apoio de outros Movimentos Sociais do Rio de Janeiro na construção da passeata.

Os índices de violência sexual e doméstica no Brasil e no mundo crescem a cada ano. E, ao contrário do que se divulga, cada vez menos mulheres ocupam espaços de participação política. Um bom exemplo disso se mostra na Câmara dos Vereadores aqui do Rio. Na última legislatura, das 51 cadeiras, 15 eram ocupadas por mulheres. Em 2013 esse número diminuiu para 8.

UMA MEDALHA PARA UMA FLOR

Nossa homenageada, Sandrinha, é uma referência no debate dos Direitos Humanos. Foi a primeira brasileira a receber o Prêmio Anual de Direitos Humanos da Human Rights First (HRF), por seu importante trabalho de denúncia e fiscalização dos abusos e crimes cometidos dentro do sistema prisional no Brasil.

Em 1992, Sandra integrou a comissão que entrou no presídio do Carandiru logo após a chacina de 111 presos e constatou as evidências de que havia ocorrido um massacre. Sua atuação foi fundamental para impedir a descaracterização do cenário do crime e garantir a presença da perícia técnica. A partir de então, Sandra se especializou na área de segurança pública e voltou seu trabalho no Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da Universidade de São Paulo (USP) para a reforma das polícias e do sistema penitenciário brasileiro.

Atuando há 12 anos, a Justiça Global se credenciou como uma das principais organizações brasileira de direitos humanos no país. Nos últimos anos, tem sido grande parceira na construção de uma rede de militantes em volta do tema dos direitos humanos à cidade junto com os movimentos sociais no Rio de Janeiro e no Brasil.

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Homenagem à lutadora Sandra Carvalho

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O mandato do vereador Renato Cinco (PSOL) tem a honra de homenagear, com a medalha Chiquinha Gonzaga, a militante dos direitos humanos, co-fundadora e diretora da Justiça Global, Sandra Carvalho.

Sandrinha, como é conhecida, foi a primeira brasileira a receber o Prêmio Anual de Direitos Humanos da Human Rights First (HRF). Militante no combate à violência policial e aos grupos de extermínio, Sandrinha luta pela reforma agrária e pela fiscalização aos abusos e crimes cometidos dentro do sistema prisional. Além disso, sua atuação é incansável nas denúncias contra a perseguição e a criminalização dos movimentos sociais e defensores de direitos humanos no Brasil.

Em 1992, integrou a comissão que entrou no presídio do Carandiru logo após a chacina de 111 presos e constatou as evidências de que havia ocorrido um massacre. Sua atuação foi fundamental para impedir a descaracterização do cenário do crime e garantir a presença da perícia técnica. A partir de então, Sandrinha se especializou na área de segurança pública e voltou seu trabalho ao Núcleo de Estudos da Violência (NEV), para a reforma das polícias e do sistema penitenciário brasileiro.

Desde 1993, integra a coordenação executiva da Comissão Teotônio Vilela e há 12 anos dirige a ONG Justiça Global, uma das principais organizações brasileira de direitos humanos.

Sandrinha é acima de tudo uma companheira na luta pelos direitos humanos. Esta é uma justa homenagem a uma lutadora.

Além de entregar a medalha Chiquinha Gonzaga, o mandato Renato Cinco agradece à nossa amiga Sandra Elias de Carvalho.

A entrega da medalha será realizada no dia 08 de março, às 18h30min, no plenário da Câmara dos Vereadores. Logo após, às 20h, convidamos a todos para uma homenagem popular no Bar Escadinha (Beco da Cirrose).

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