Resistência indígena é homenageada

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A comemoração organizada pela Prefeitura para celebrar os 450 do Rio de Janeiro ignora o fato de que o território da nossa cidade era ocupado por povos indígenas, que foram massacrados pelo colonizador europeu. Percebendo a necessidade de contar essa parte pouco nobre da história carioca, nosso mandato homenageou com a medalha Pedro Ernesto post-mortem o cacique Aimberê.

A medalha foi entregue para o mestre Altamiro dos Santos, liderança indígena da Praia Grande da Cajaiba, que atualmente trava uma batalha contra um grileiro que deseja construir um resort na localidade. A cerimônia de entregada da medalha foi realizada no Salão Nobre do colégio Pedro II Centro. Além de Altamiro, participaram da mesa o vereador Renato Cinco, o professor Tarcísio Motta, a historiadora Tainá Mie Seto Soares e o professor José Ribamar Bessa.
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A história não contada dos 450 anos do Rio

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Na próxima quinta-feira (08), o mandato do vereador Renato Cinco realizará, junto com o departamento de história do Colégio Pedro II, a cerimônia de entrega da Medalha Pedro Ernesto post mortem ao Cacique Aimberê. A atividade ocorrerá no auditório da unidade centro (Av. Marechal Floriano, 80) e terá início às 10h. Participarão da mesa o vereador Renato Cinco, o professor Tarcísio Motta, a historiadora Tainá Mie Seto Soares, o professor José Ribamar Bessa e uma liderança dos povos tradicionais, que receberá a medalha em nome de Aimberê.

Aimberê foi um dos principais líderes da Confederação dos Tamoios (do tupi Tamuya, que significa avô, antepassado, mais velho), uma revolta indígena que aconteceu entre 1554 e 1567, envolvendo tribos que ocupavam o litoral entre Bertioga (SP) e Cabo Frio (RJ). Filho do cacique Kairuçu dos tupinambás da Guanabara, teve sua aldeia atacada pelos Peró (portugueses). Os sobreviventes foram escravizados pelos colonizadores. Após a morte de seu pais, Aimberê liderou uma fuga em massa do cativeiro, indo para as terras da capitania do Rio de Janeiro e constituindo o entrincheiramento de Uruçumirim.

Depois de se reunir com chefes de outros grupos e nações indígenas, Aimberê costurou uma aliança contra a dominação portuguesa e a escravidão indígena. Esta frente de resistência durou mais de 10 anos.

“Com o objetivo de contribuir para essa comemoração politizada dos 450 anos da cidade, tomei a iniciativa e protocolei o pedido para que seja entregue a medalha Pedro Ernesto post mortem ao Cacique Aimberê, da Confederação dos Tamoios. Mas poderíamos homenagear outras lideranças indígenas importantes desse período, como o Cacique Cunhãbebe e o Cacique Coaquira. Nós escolhemos o Cacique Aimberê porque ele liderava os índios Tamoios aqui na Guanabara, onde hoje encontra-se a nossa cidade”, afirmou Renato Cinco em plenário.

Veja o discurso:

Evento no facebook

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Carioca de alma e papel passado

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5Na segunda-feira (14), o Espaço Plínio de Arruda Sampaio – gabinete avançado do vereador Renato Cinco na Lapa – transbordou de gente e de emoção. E não poderia ser diferente. A  homenagem ao professor Tarcísio Motta, que recebeu o título de “Cidadão Honorário do Município do Rio de Janeiro”, reuniu dezenas de pessoas: amigos da folia, companheiros de militância, colegas de faculdade e familiares.

Nascido em Petrópolis, Tarcísio Motta de Carvalho é mestre e doutor em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e leciona no Colégio Pedro II. Iniciou sua vida política como militante na Pastoral da Juventude. Depois, atuou por muito tempo no Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (SEPE).

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Homenagem a Tarcísio Motta

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8No dia 14 de setembro (segunda-feira), o professor Tarcísio Motta será homenageado pela bancada de vereadores do PSOL, recebendo o título de “Cidadão Honorário do Município do Rio de Janeiro”. A entrega da comenda será realizada no Espaço Plínio (Rua Joaquim Silva, 130, Lapa), a partir das 18h.

Antes da homenagem, será realizado o debate “Educação pública: crise e resistências”, com Tarcísio e Renato Cinco.

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Socorristas, educadores e advogados militantes recebem homenagem

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Educadores, socorristas voluntários e advogados militantes se encontraram ao longo de 2013 nas ruas, no enfrentamento contra a retirada e a violação de direitos por parte do Estado. Na sexta-feira (6), esses diferentes protagonistas das manifestações tiveram um novo encontro no auditório do Sindjustiça, ao serem homenageados pelo mandato do vereador Renato Cinco.

Renato entregou moções de Congratulação e Louvor ao Instituto de Defensores de Direitos Humanos (DDH); aos advogados do grupo Habeas Corpus; aos socorristas do grupo SOS Manifestações; e para diferentes membros da comunidade escolar em luta.

O DDH é uma associação civil de assessoria jurídica gratuita, que atuou incansavelmente nas delegacias e nos fóruns pela liberdade dos detidos injustamente. Já os advogados do Habeas Corpus aturam nas ruas, acompanhando qualquer violação de direitos por parte do Estado. Os manifestantes feridos, por sua vez, eram socorridos pelo SOS Manifestações.

Entre os lutadores da educação, o mandato homenageou professoras docentes I e II, auxiliares de creche e merendeiras, além de estudantes.

A Educação Pública e o Futuro das Manifestações

Na mesma solenidade, os professores Roberto Leher e Tarcísio Motta debateram o tema “A Educação Pública e o Futuro das Manifestações”, com a mediação de Renato Cinco.

O professor e pesquisador da UFRJ Roberto Leher  lembrou que as mobilizações de 2013 foram antecipadas por vigorosas greves de educadores nos anos anteriores, em que as reivindicações extrapolavam as demandas econômicas (reajustes e benefícios) e combatiam diretamente o projeto de educação neoliberal. Entretanto, Leher destacou que o Plano Nacional de Educação, que está prestes a ser votado no Congresso Nacional, descaracteriza as bandeiras desses movimentos.

Tarcísio Motta, professor do Colégio Pedro II, traçou um longo histórico da resistência dos educadores aos sucessivos governos, que pretendiam implementar a meritocracia na rede pública de ensino. Segundo o educador, é fundamental a atuação do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (SEPE-RJ) na disputa travada na sociedade em torno de distintos projetos educacionais.

Ao final, Renato Cinco afirmou que o projeto de educação pública da categoria e da população é radicalmente anticapitalista. Na opinião do vereador, a escola pública deve ter um projeto autônomo, formulado por sua comunidade.

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Noite de festa para a comunicação popular!

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No Brasil, seis famílias controlam 70% da imprensa do país. Os “donos” da informação estão totalmente comprometidos com o capital e foi na luta pela democratização da comunicação, que o mandato do vereador Renato Cinco (PSOL) entregou, na última sexta-feira (14), a medalha Pedro Ernesto pelos 10 anos do jornal Brasil de Fato e homenageou com moções outros 28 comunicadores populares do Rio de Janeiro.

O periódico idealizado pelo MST e escrito por trabalhadores dos movimentos sociais do campo e da cidade foi homenageado no prédio da Associação Brasileira de Imprensa, a ABI. Já na abertura do evento, foi exibido um filme com a história de Ernesto Che Guevara , uma homenagem ao aniversário do líder revolucionário, que se estivesse vivo, completaria 85 anos.

O anfitrião da cerimônia, o vereador Renato Cinco (PSOL) afirmou que libertar a informação é o único caminho para combater a violência imposta por governos corruptos e construir uma sociedade justa e igualitária.

“Para manter a hegemonia da desigualdade é preciso manter o monopólio dos meios de comunicação. A luta pela democratização da comunicação é fundamental contra esses oligopólios. Temos que focar na produção da nossa mídia, da imprensa de esquerda. Temos que nos mobilizar. Hoje os governos gastam milhões com as empresas de comunicação que atendem as suas necessidades. O Brasil de Fato colabora e fortalece as lutas dos movimentos sociais. É com muito orgulho que homenageamos hoje alguns dos mais importantes veículos e ações da imprensa alternativa.” Afirmou Renato Cinco (PSOL).

A mesa foi composta por nomes de peso, além do vereador Renato Cinco, estavam o jornalista e editor do jornal Brasil de Fato, Nilton Viana, o deputado federal Chico Alencar, o deputado estadual Marcelo Freixo, o cineasta Silvio Tendler, o professor e militante do PCB Eduardo Serra, o Rapper Fiell, o jornalista da ABI Mário Augusto Jakobskind, a jornalista e colaboradora do Brasil de Fato Cláudia Santiago e o representante do MST Joaquim Pinheiro.

Chico Alencar lembrou a história da comunicação brasileira e defendeu a liberdade da imprensa.

“O Brasil real não aparece nessa imprensa chapa única. Ideias, inteligência, crítica e força de consolidação incomodam demais os donos da mídia. Tanto se fala em liberdade de imprensa, mas o que se vê é liberdade de empresa.”

A homenagem foi abrilhantada pela participação dos irmãos funkeiros Leonardo e Júnior, que cantaram o rapp “Tá tudo errado”. MC Leonardo, representante da APAFUNK, que também foi homenageada, lembrou a luta contra a criminalização do funk.

Bem humorada a jornalista e colaboradora do Brasil de Fato Cláudia Santiago agradeceu a homenagem e disse que o jornal é merecedor da medalha.

“Só nós, que somos de esquerda, sabemos da dificuldade que é manter um jornal. São 10 anos de resistência contra hegemônica. Agora a imprensa alternativa refloresce, vive um novo momento, mas durante muito tempo disputamos a informação.”

Joaquim Pinheiro, representante do MST engrossou o coro.

“Nos consideramos verdadeiros guerrilheiros e guerrilheiras. O jornal nasceu numa conjuntura completamente desfavorável à classe trabalhadora. O Brasil de Fato representou e representa uma fagulha de esperança aos trabalhadores.”

O editor geral do Brasil de Fato Nilton Viana foi quem recebeu a medalha Pedro Ernesto. Viana afirmou que o jornal é ousado e uma conquista da classe trabalhadora.

“Criamos o Brasil de Fato no dia 25 de janeiro de 2003, no ginásio lotado Araújo Viana, em porto Alegre e lá sentimos o peso do que é construir o instrumento da classe trabalhadora. Um veículo para elevar diariamente o nível de consciência da sociedade e conduzir o Brasil à transformações que todos nós queremos.”

Nilton Viana adiantou que em breve São Paulo, Brasília e Belo Horizonte também ganharão edições regionais.

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No aniversário de 10 anos, o Jornal Brasil de Fato receberá a medalha Pedro Ernesto do vereador Renato Cinco

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No dia 14 de junho, o Jornal Brasil de Fato receberá a maior honraria da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, a Medalha Pedro Ernesto, por iniciativa do mandato do vereador Renato Cinco (PSOL). O jornal, escrito por trabalhadores e movimentos sociais do campo e da cidade, tem sido nos últimos dez anos uma voz alternativa à imprensa comercial, comprometida com as grandes empresas e governos.

Num país onde apenas seis famílias controlam 70% dos jornais, rádios e canais de televisão, escolhendo o que é notícia de acordo com seus interesses, o Brasil de Fato é um veículo de alcance nacional que informa os problemas e as lutas do cotidiano dos brasileiros trabalhadores, sem terras, professores, jovens, negros e mulheres, garantindo o direito à comunicação para quem não tem espaço no resto da mídia.

Para Renato Cinco, “Uma década de Brasil de Fato é uma vitória para toda a imprensa alternativa e popular, e deve ser comemorada”. O vereador também destaca a importância da edição recém-lançada do Rio de Janeiro, onde semanalmente 100 mil exemplares trazem as questões de interesse do morador da cidade: “grande parte das contradições da nossa sociedade se manifestam no dia-a-dia das cidades. Um jornal do lado dos trabalhadores é um instrumento poderoso contra as remoções, a elitização do futebol, a criminalização das lutas e a desigualdade social”.

O mandato entregará ainda 20 moções a diferentes mídias e defensores da liberdade de expressão e da democratização da comunicação. Entre os agraciados estão: a Agência de Notícias das Favelas, o Núcleo Piratininga de Comunicação, o Jornal O Cidadão, a Revista Vírus Planetário, o Programa Faixa Livre, a APAFUNK, Naldinho, da Escola de Fotógrafos Populares da Maré, entre outros.

A mesa da homenagem também já está formada; além de Renato Cinco, João Pedro Stedile, Nilton Viana, João Roberto Ripper, Marcelo Freixo, Mário Augusto Jakobskind, Claudia Santiago, Mauro Lasi e Silvio Tendler já confirmaram presença.

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A homenagem ocorrerá no auditório da Associação Brasileira de Imprensa, ABI, e será seguida por uma grande festa para comemorar a luta pela democratização da comunicação, a partir das 22h. A “Festa Cinco para a Livre Comunicação” será no Centro Cultural Maria Teresa Vieira, próximo à Praça Tiradentes.

 Confirme presença no evento:http://www.facebook.com/events/164742717033167/

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Jean Wyllys receberá Medalha Pedro Ernesto na próxima segunda-feira

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Nesta segunda-feira, 03 de junho, o Deputado Federal Jean Wyllys (PSOL/RJ) receberá a Medalha Pedro Ernesto, por iniciativa da bancada do PSOL na Câmara Municipal, composta pelos vereadores Eliomar Coelho, autor da iniciativa, Renato Cinco e Paulo Pinheiro.

Jean tem se destacado na luta pelos direitos humanos e no combate à intolerância, principalmente de caráter religioso e sexual. Além disso, tem sido o principal opositor à permanência de Marco Feliciano na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal.

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“Essa Kizomba é nossa Constituição”

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Na noite da última segunda-feira (20), o mandato do vereador Renato Cinco (PSOL/RJ) concedeu a medalha Pedro Ernesto aos seis trabalhadores escravos que reflorestaram a Floresta da Tijuca. Na mesma ocasião, foram entregues moções aos membros do Movimento Negro que organizaram a Marcha da Farsa da Abolição, ocorrida em 11 de maio de 1988, que completa 25 anos.

Cento e cinquenta e dois anos após Eleutherio, Constantino, Maria, Manoel, Leopoldo e Matheus iniciarem o reflorestamento do que hoje conhecemos como Parque Nacional da Tijuca, finalmente, o trabalho desses negros escravizados foi reconhecido. O mandato do vereador Renato Cinco (PSOL/RJ) concedeu a maior honraria da Câmara dos vereadores aos nossos seis heróis.

Foi uma bonita homenagem àqueles que salvaram nossa cidade de um desastre ambiental e de secas terríveis. A cerimônia alegre e colorida foi animada pelos músicos Nina Rosa, Bil-Rait “Buchecha”, Rafa Moraes e Diego Medeiros, que interpretaram as canções “Kizomba” e “Canto das Três Raças”, além de “Mal Estar”, esta de composição própria.

O deputado federal Chico Alencar saudou a iniciativa.

“Parabenizo o Cinco e a sua equipe por essa justa e inédita homenagem, pela quantidade e a qualidade dos homenageados. Todos que estão aqui representam os escravos que reflorestaram a Floresta da Tijuca. Sairemos daqui engrandecidos.”

A militante do Movimento Negro Luciene Lacerda ressaltou a importância da luta negra.

“Devemos contar a nossa história. Temos que continuar lutando. A gente ainda luta contra a enorme mortalidade materna, a falta de creches e a violência cotidiana e da polícia contra nós negros.”

O único descendente dos homenageados presente, o professor Amaury Fernandes, estava emocionado.

“Engraçado, para mim, ele sempre foi vovô Leopoldo. Desde pequeno escuto as histórias do reflorestamento, ouvia da minha avó e hoje passo para as minhas filhas. Sempre tive orgulho de ser descendente de um dos homens que reflorestou aquele maciço. Aquela floresta é uma memória viva da minha família. Agradeço ao Renato por lembrar a história do meu avô; que este seja o início para a gente resgatar a memória de quem construiu esse país de verdade.”

Diferentes integrantes do movimento negro, como o Círculo Palmarino e o Instituto Búzios, prestigiaram o evento. Representantes do MST, do PACS, comunicadores do Núcleo Piratininga de Comunicação, membros dos partidos PCB e PSTU e o vereador de Niterói pelo PSOL Renatinho também compareceram à cerimônia.

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Palestraram também Deley de Acari e Elias José Alfredo, um dos organizadores da marcha contra a farsa da abolição, que se chamou “Nada mudou, vamos mudar!”.

O vereador anfitrião do evento, Renato Cinco (PSOL), que esteve presente na Marcha de 1988 ainda muito jovem, lembrou os erros históricos cometidos com os negros, que se repetem até os dias de hoje.

“Há 125 anos, a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea e aboliu formalmente a escravidão no Brasil. Mesmo com a suposta abolição, a vida dos negros continuou muito difícil. O mínimo que o Estado deveria ter feito era garantir a indenização justa, para permitir que aqueles trabalhadores e trabalhadoras se emancipassem de fato. Nos dias de hoje, apesar da persistência do mito da “democracia racial”, os negros ainda são vítimas do preconceito. A população negra saiu da senzala, mas, na sua imensa maioria, não saiu da pobreza. A classe trabalhadora mais precarizada tem cor. Ao homenagear os organizadores da Marcha, resgatamos a importância histórica daquela manifestação e reafirmamos a necessidade de manter firme a luta contra o racismo e todas as formas de discriminação. Quanto aos negros que reflorestaram a Floresta da Tijuca, o trabalho destes trabalhadores escravizados não pode ser esquecido. Eles são símbolo da história que queremos contar. Nossa história não é apenas a história dos opressores, que predomina nas narrativas oficiais. As lutas por liberdade do povo negro e sua história não podem mais ser esquecidas ou silenciadas.”

Moções de Louvor foram entregues aos representantes do Movimento Negro.

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Quase no final da cerimônia, um show de bailarinos, que movimentavam o corpo todo ao som de tambores e bumbos, coloriu a Câmara do Rio e fez a plateia toda dançar, era o grupo Orunmilá.

Depois da apresentação, Reinaldo Rosa Pires, um dos funcionários mais antigos do Parque, representando os negros escravizados, recebeu das mãos do vereador Renato Cinco a medalha Pedro Ernesto.

“Quero agradecer também em nome de todos os funcionários do Parque Nacional da Tijuca que preservam aquele santuário ecológico.”

A cerimônia foi encerrada pelo grupo Afoxé Filhos de Gandhi, que atravessou o plenário cantando e dançando e levou, numa só balada, toda a plateia para o hall central do Palácio Pedro Ernesto, onde a cerimônia de fato terminou.

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Entrega da Medalha Pedro Ernesto & Homenagem ao Movimento Negro

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Na próxima segunda-feira (20/05), o Mandato do Vereador Renato Cinco homenageará os seis negros escravizados, Matheus, Eleutherio, Constantino, Maria, Manoel e Leopoldo, que deram início ao reflorestamento do que é hoje o Parque Nacional da Tijuca.

Na ocasião, será feita também uma homenagem, com entrega de Moções, aos militantes do movimento negro que ajudaram na mobilização e organização da marcha “Nada Mudou, Vamos Mudar!”, contra a farsa da Abolição, por seus 25 anos.

Local: Plenário Teotônio Vilela, Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro, Cinelândia.

Quando: 20 de maio, segunda-feira, das 18 h às 21h.

Programação cultural: Filhos de Gandhi, Coral Yorubá, Bil-Rait “Buchecha” & Nina Rosa, com participação de Rafa Moraes, e exibição do documentário Marcha de 88 – Reflexão 125 anos.

O Parque Nacional da Tijuca, hoje tombado pelo IPHAN e declarado Patrimônio Natural Mundial pela UNESCO, é conhecido como a maior floresta urbana do mundo. Sua história se confunde com a história do Rio de Janeiro.

Os anos de extração sistemática de madeira e os séculos de plantio de café trouxeram consequências para além da devastação ambiental na área. Grande parte da cidade foi atingida pela falta d’água, o que foi inicialmente resolvido após uma decisão do Império e do intenso trabalho realizado por seis escravos. Matheus, Eleutherio, Constantino, Maria, Manoel e Leopoldo plantaram cerca de cem mil mudas de árvores durante pouco mais de uma década, dando início ao reflorestamento do que é hoje a Floresta da Tijuca.

O trabalho desses escravos, por sua importância para a história do Rio de Janeiro, não pode ser esquecido. Eles são símbolo da história que queremos contar. Nossa história não é apenas a história oficial, é também uma história de opressão, de colonização e de escravidão. As lutas por liberdade do povo negro e sua história não podem mais ser esquecidas ou silenciadas. Pelo contrário, temos o dever de reafirmá-las.

Por isso, no ano em que se completam 125 anos da assinatura da Lei Áurea, oferecemos esta honraria ao Parque Nacional da Tijuca. Esta é uma homenagem a esses seis trabalhadores e uma forma de contribuir para desvelar nossa história pela perspectiva dos excluídos.

Faremos também uma homenagem aos militantes do movimento negro que, em 1988, ajudaram a organizar a marcha “Nada mudou, vamos mudar” que denunciava os 100 anos da farsa da abolição.

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