Noite de festa para a comunicação popular!

Compartilhar:

21

No Brasil, seis famílias controlam 70% da imprensa do país. Os “donos” da informação estão totalmente comprometidos com o capital e foi na luta pela democratização da comunicação, que o mandato do vereador Renato Cinco (PSOL) entregou, na última sexta-feira (14), a medalha Pedro Ernesto pelos 10 anos do jornal Brasil de Fato e homenageou com moções outros 28 comunicadores populares do Rio de Janeiro.

O periódico idealizado pelo MST e escrito por trabalhadores dos movimentos sociais do campo e da cidade foi homenageado no prédio da Associação Brasileira de Imprensa, a ABI. Já na abertura do evento, foi exibido um filme com a história de Ernesto Che Guevara , uma homenagem ao aniversário do líder revolucionário, que se estivesse vivo, completaria 85 anos.

O anfitrião da cerimônia, o vereador Renato Cinco (PSOL) afirmou que libertar a informação é o único caminho para combater a violência imposta por governos corruptos e construir uma sociedade justa e igualitária.

“Para manter a hegemonia da desigualdade é preciso manter o monopólio dos meios de comunicação. A luta pela democratização da comunicação é fundamental contra esses oligopólios. Temos que focar na produção da nossa mídia, da imprensa de esquerda. Temos que nos mobilizar. Hoje os governos gastam milhões com as empresas de comunicação que atendem as suas necessidades. O Brasil de Fato colabora e fortalece as lutas dos movimentos sociais. É com muito orgulho que homenageamos hoje alguns dos mais importantes veículos e ações da imprensa alternativa.” Afirmou Renato Cinco (PSOL).

A mesa foi composta por nomes de peso, além do vereador Renato Cinco, estavam o jornalista e editor do jornal Brasil de Fato, Nilton Viana, o deputado federal Chico Alencar, o deputado estadual Marcelo Freixo, o cineasta Silvio Tendler, o professor e militante do PCB Eduardo Serra, o Rapper Fiell, o jornalista da ABI Mário Augusto Jakobskind, a jornalista e colaboradora do Brasil de Fato Cláudia Santiago e o representante do MST Joaquim Pinheiro.

Chico Alencar lembrou a história da comunicação brasileira e defendeu a liberdade da imprensa.

“O Brasil real não aparece nessa imprensa chapa única. Ideias, inteligência, crítica e força de consolidação incomodam demais os donos da mídia. Tanto se fala em liberdade de imprensa, mas o que se vê é liberdade de empresa.”

A homenagem foi abrilhantada pela participação dos irmãos funkeiros Leonardo e Júnior, que cantaram o rapp “Tá tudo errado”. MC Leonardo, representante da APAFUNK, que também foi homenageada, lembrou a luta contra a criminalização do funk.

Bem humorada a jornalista e colaboradora do Brasil de Fato Cláudia Santiago agradeceu a homenagem e disse que o jornal é merecedor da medalha.

“Só nós, que somos de esquerda, sabemos da dificuldade que é manter um jornal. São 10 anos de resistência contra hegemônica. Agora a imprensa alternativa refloresce, vive um novo momento, mas durante muito tempo disputamos a informação.”

Joaquim Pinheiro, representante do MST engrossou o coro.

“Nos consideramos verdadeiros guerrilheiros e guerrilheiras. O jornal nasceu numa conjuntura completamente desfavorável à classe trabalhadora. O Brasil de Fato representou e representa uma fagulha de esperança aos trabalhadores.”

O editor geral do Brasil de Fato Nilton Viana foi quem recebeu a medalha Pedro Ernesto. Viana afirmou que o jornal é ousado e uma conquista da classe trabalhadora.

“Criamos o Brasil de Fato no dia 25 de janeiro de 2003, no ginásio lotado Araújo Viana, em porto Alegre e lá sentimos o peso do que é construir o instrumento da classe trabalhadora. Um veículo para elevar diariamente o nível de consciência da sociedade e conduzir o Brasil à transformações que todos nós queremos.”

Nilton Viana adiantou que em breve São Paulo, Brasília e Belo Horizonte também ganharão edições regionais.

Compartilhar:

No aniversário de 10 anos, o Jornal Brasil de Fato receberá a medalha Pedro Ernesto do vereador Renato Cinco

Compartilhar:

flyer-digital-brasil-de-fato

No dia 14 de junho, o Jornal Brasil de Fato receberá a maior honraria da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, a Medalha Pedro Ernesto, por iniciativa do mandato do vereador Renato Cinco (PSOL). O jornal, escrito por trabalhadores e movimentos sociais do campo e da cidade, tem sido nos últimos dez anos uma voz alternativa à imprensa comercial, comprometida com as grandes empresas e governos.

Num país onde apenas seis famílias controlam 70% dos jornais, rádios e canais de televisão, escolhendo o que é notícia de acordo com seus interesses, o Brasil de Fato é um veículo de alcance nacional que informa os problemas e as lutas do cotidiano dos brasileiros trabalhadores, sem terras, professores, jovens, negros e mulheres, garantindo o direito à comunicação para quem não tem espaço no resto da mídia.

Para Renato Cinco, “Uma década de Brasil de Fato é uma vitória para toda a imprensa alternativa e popular, e deve ser comemorada”. O vereador também destaca a importância da edição recém-lançada do Rio de Janeiro, onde semanalmente 100 mil exemplares trazem as questões de interesse do morador da cidade: “grande parte das contradições da nossa sociedade se manifestam no dia-a-dia das cidades. Um jornal do lado dos trabalhadores é um instrumento poderoso contra as remoções, a elitização do futebol, a criminalização das lutas e a desigualdade social”.

O mandato entregará ainda 20 moções a diferentes mídias e defensores da liberdade de expressão e da democratização da comunicação. Entre os agraciados estão: a Agência de Notícias das Favelas, o Núcleo Piratininga de Comunicação, o Jornal O Cidadão, a Revista Vírus Planetário, o Programa Faixa Livre, a APAFUNK, Naldinho, da Escola de Fotógrafos Populares da Maré, entre outros.

A mesa da homenagem também já está formada; além de Renato Cinco, João Pedro Stedile, Nilton Viana, João Roberto Ripper, Marcelo Freixo, Mário Augusto Jakobskind, Claudia Santiago, Mauro Lasi e Silvio Tendler já confirmaram presença.

convitefestacincolivrecomunicac3a7c3a3o

A homenagem ocorrerá no auditório da Associação Brasileira de Imprensa, ABI, e será seguida por uma grande festa para comemorar a luta pela democratização da comunicação, a partir das 22h. A “Festa Cinco para a Livre Comunicação” será no Centro Cultural Maria Teresa Vieira, próximo à Praça Tiradentes.

 Confirme presença no evento:http://www.facebook.com/events/164742717033167/

Compartilhar:

Internação Forçada, cuidado ou prisão?

Compartilhar:

A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Câmara do Rio promoverá, na próxima terça-feira (04), a partir das 09h30, a Audiência Pública “Recolhimentos e Internações Forçadas no Município do Rio de Janeiro”.

Participe você também! Vamos dizer não à higienização social da nossa cidade!

O encontro promovido pelos membros da CDDH da Câmara do Rio, os vereadores Renato Cinco (PSOL) e Teresa Bergher (PSDB), tem como objetivo debater as políticas de recolhimento compulsório e internações forçadas da prefeitura do Rio de Janeiro. A Comissão pretende cobrar das secretarias de Desenvolvimento Social, Saúde e de Governo as responsabilidades pelos recolhimentos e internações forçadas de adultos e crianças, na cidade.

audiencia4

O discurso, da Prefeitura do Rio, de cuidado com supostos usuários de crack, tem servido como justificativa para retrocessos na garantia de direitos da população e imposição de interesses de setores religiosos nos rumos das políticas públicas. Entre as medidas adotadas, avançam em nível nacional iniciativas que beneficiam as Comunidades Terapêuticas.

No mês de maio, o Congresso Nacional aprovou o Projeto de Lei 7663/2010, do Deputado Osmar Terra (PMDB/RS), que beneficia diretamente as comunidades terapêuticas e regulamenta a prática de internações forçadas como política nacional.

Aqui no Rio, em diversas ocasiões, os mandatos do vereador Renato Cinco (PSOL) e do deputado Marcelo Freixo (PSOL), em conjunto com o Mecanismo de Prevenção à Tortura da Alerj e o Conselho Regional de Serviço Social e entidades de defesa de direitos humanos tentaram localizar os internados, mas as visitas não tiveram sucesso. Nos locais indicados em reportagens como centros de tratamento, os supostos dependentes químicos não foram localizados e nenhuma informação sobre o paradeiro dos mesmos foi divulgada oficialmente.

As irregularidades nas ações de recolhimento compulsório promovidas pela prefeitura do Rio são tão flagrantes que, em abril, o promotor Rogério Pacheco, da 7ª Promotoria de Tutela Coletiva da Cidadania pediu a perda de direitos políticos do prefeito Eduardo Paes e do Secretário de Governo Rodrigo Bethlem, por 5 anos, assim como a indenização de R$ 50 mil para cada morador de rua que teve seu direito violado.

Já confirmaram presença na Audiência o promotor público Rogério Pacheco; Renato Cosentino, do Comitê Popular da Copa; Beatriz Adura, do movimento antimanicomial, e representantes da Defensoria Pública e do Fórum Permanente sobre a população em situação de rua do Rio de Janeiro.

A prefeitura do Rio e os secretários de Governo e Desenvolvimento Social e Saúde também foram convidados, mas ainda não confirmaram presença.

Compartilhar:

Jean Wyllys receberá Medalha Pedro Ernesto na próxima segunda-feira

Compartilhar:

jean

Nesta segunda-feira, 03 de junho, o Deputado Federal Jean Wyllys (PSOL/RJ) receberá a Medalha Pedro Ernesto, por iniciativa da bancada do PSOL na Câmara Municipal, composta pelos vereadores Eliomar Coelho, autor da iniciativa, Renato Cinco e Paulo Pinheiro.

Jean tem se destacado na luta pelos direitos humanos e no combate à intolerância, principalmente de caráter religioso e sexual. Além disso, tem sido o principal opositor à permanência de Marco Feliciano na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal.

Compartilhar:

“Essa Kizomba é nossa Constituição”

Compartilhar:

img_1772

Na noite da última segunda-feira (20), o mandato do vereador Renato Cinco (PSOL/RJ) concedeu a medalha Pedro Ernesto aos seis trabalhadores escravos que reflorestaram a Floresta da Tijuca. Na mesma ocasião, foram entregues moções aos membros do Movimento Negro que organizaram a Marcha da Farsa da Abolição, ocorrida em 11 de maio de 1988, que completa 25 anos.

Cento e cinquenta e dois anos após Eleutherio, Constantino, Maria, Manoel, Leopoldo e Matheus iniciarem o reflorestamento do que hoje conhecemos como Parque Nacional da Tijuca, finalmente, o trabalho desses negros escravizados foi reconhecido. O mandato do vereador Renato Cinco (PSOL/RJ) concedeu a maior honraria da Câmara dos vereadores aos nossos seis heróis.

Foi uma bonita homenagem àqueles que salvaram nossa cidade de um desastre ambiental e de secas terríveis. A cerimônia alegre e colorida foi animada pelos músicos Nina Rosa, Bil-Rait “Buchecha”, Rafa Moraes e Diego Medeiros, que interpretaram as canções “Kizomba” e “Canto das Três Raças”, além de “Mal Estar”, esta de composição própria.

O deputado federal Chico Alencar saudou a iniciativa.

“Parabenizo o Cinco e a sua equipe por essa justa e inédita homenagem, pela quantidade e a qualidade dos homenageados. Todos que estão aqui representam os escravos que reflorestaram a Floresta da Tijuca. Sairemos daqui engrandecidos.”

A militante do Movimento Negro Luciene Lacerda ressaltou a importância da luta negra.

“Devemos contar a nossa história. Temos que continuar lutando. A gente ainda luta contra a enorme mortalidade materna, a falta de creches e a violência cotidiana e da polícia contra nós negros.”

O único descendente dos homenageados presente, o professor Amaury Fernandes, estava emocionado.

“Engraçado, para mim, ele sempre foi vovô Leopoldo. Desde pequeno escuto as histórias do reflorestamento, ouvia da minha avó e hoje passo para as minhas filhas. Sempre tive orgulho de ser descendente de um dos homens que reflorestou aquele maciço. Aquela floresta é uma memória viva da minha família. Agradeço ao Renato por lembrar a história do meu avô; que este seja o início para a gente resgatar a memória de quem construiu esse país de verdade.”

Diferentes integrantes do movimento negro, como o Círculo Palmarino e o Instituto Búzios, prestigiaram o evento. Representantes do MST, do PACS, comunicadores do Núcleo Piratininga de Comunicação, membros dos partidos PCB e PSTU e o vereador de Niterói pelo PSOL Renatinho também compareceram à cerimônia.

img_1811

Palestraram também Deley de Acari e Elias José Alfredo, um dos organizadores da marcha contra a farsa da abolição, que se chamou “Nada mudou, vamos mudar!”.

O vereador anfitrião do evento, Renato Cinco (PSOL), que esteve presente na Marcha de 1988 ainda muito jovem, lembrou os erros históricos cometidos com os negros, que se repetem até os dias de hoje.

“Há 125 anos, a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea e aboliu formalmente a escravidão no Brasil. Mesmo com a suposta abolição, a vida dos negros continuou muito difícil. O mínimo que o Estado deveria ter feito era garantir a indenização justa, para permitir que aqueles trabalhadores e trabalhadoras se emancipassem de fato. Nos dias de hoje, apesar da persistência do mito da “democracia racial”, os negros ainda são vítimas do preconceito. A população negra saiu da senzala, mas, na sua imensa maioria, não saiu da pobreza. A classe trabalhadora mais precarizada tem cor. Ao homenagear os organizadores da Marcha, resgatamos a importância histórica daquela manifestação e reafirmamos a necessidade de manter firme a luta contra o racismo e todas as formas de discriminação. Quanto aos negros que reflorestaram a Floresta da Tijuca, o trabalho destes trabalhadores escravizados não pode ser esquecido. Eles são símbolo da história que queremos contar. Nossa história não é apenas a história dos opressores, que predomina nas narrativas oficiais. As lutas por liberdade do povo negro e sua história não podem mais ser esquecidas ou silenciadas.”

Moções de Louvor foram entregues aos representantes do Movimento Negro.

img_1723

Quase no final da cerimônia, um show de bailarinos, que movimentavam o corpo todo ao som de tambores e bumbos, coloriu a Câmara do Rio e fez a plateia toda dançar, era o grupo Orunmilá.

Depois da apresentação, Reinaldo Rosa Pires, um dos funcionários mais antigos do Parque, representando os negros escravizados, recebeu das mãos do vereador Renato Cinco a medalha Pedro Ernesto.

“Quero agradecer também em nome de todos os funcionários do Parque Nacional da Tijuca que preservam aquele santuário ecológico.”

A cerimônia foi encerrada pelo grupo Afoxé Filhos de Gandhi, que atravessou o plenário cantando e dançando e levou, numa só balada, toda a plateia para o hall central do Palácio Pedro Ernesto, onde a cerimônia de fato terminou.

Compartilhar:

Entrega da Medalha Pedro Ernesto & Homenagem ao Movimento Negro

Compartilhar:

flyer-medalha-negros_thumb

Na próxima segunda-feira (20/05), o Mandato do Vereador Renato Cinco homenageará os seis negros escravizados, Matheus, Eleutherio, Constantino, Maria, Manoel e Leopoldo, que deram início ao reflorestamento do que é hoje o Parque Nacional da Tijuca.

Na ocasião, será feita também uma homenagem, com entrega de Moções, aos militantes do movimento negro que ajudaram na mobilização e organização da marcha “Nada Mudou, Vamos Mudar!”, contra a farsa da Abolição, por seus 25 anos.

Local: Plenário Teotônio Vilela, Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro, Cinelândia.

Quando: 20 de maio, segunda-feira, das 18 h às 21h.

Programação cultural: Filhos de Gandhi, Coral Yorubá, Bil-Rait “Buchecha” & Nina Rosa, com participação de Rafa Moraes, e exibição do documentário Marcha de 88 – Reflexão 125 anos.

O Parque Nacional da Tijuca, hoje tombado pelo IPHAN e declarado Patrimônio Natural Mundial pela UNESCO, é conhecido como a maior floresta urbana do mundo. Sua história se confunde com a história do Rio de Janeiro.

Os anos de extração sistemática de madeira e os séculos de plantio de café trouxeram consequências para além da devastação ambiental na área. Grande parte da cidade foi atingida pela falta d’água, o que foi inicialmente resolvido após uma decisão do Império e do intenso trabalho realizado por seis escravos. Matheus, Eleutherio, Constantino, Maria, Manoel e Leopoldo plantaram cerca de cem mil mudas de árvores durante pouco mais de uma década, dando início ao reflorestamento do que é hoje a Floresta da Tijuca.

O trabalho desses escravos, por sua importância para a história do Rio de Janeiro, não pode ser esquecido. Eles são símbolo da história que queremos contar. Nossa história não é apenas a história oficial, é também uma história de opressão, de colonização e de escravidão. As lutas por liberdade do povo negro e sua história não podem mais ser esquecidas ou silenciadas. Pelo contrário, temos o dever de reafirmá-las.

Por isso, no ano em que se completam 125 anos da assinatura da Lei Áurea, oferecemos esta honraria ao Parque Nacional da Tijuca. Esta é uma homenagem a esses seis trabalhadores e uma forma de contribuir para desvelar nossa história pela perspectiva dos excluídos.

Faremos também uma homenagem aos militantes do movimento negro que, em 1988, ajudaram a organizar a marcha “Nada mudou, vamos mudar” que denunciava os 100 anos da farsa da abolição.

Compartilhar:

Mulheres, direitos e flores

Compartilhar:

Na última sexta-feira (08), comemoramos o dia internacional da mulher. Nosso mandato aproveitou o protocolo da Câmara e homenageou Sandra Carvalho com a medalha Chiquinha Gonzaga. Sandrinha, como é conhecida por muitos, é militante dos Direitos Humanos e uma das fundadoras da ONG Justiça Global.

Dia histórico de manifestações, 08 de março também foi comemorado nas ruas. Numa caminhada lilás, a Av. Rio Branco ganhou novo nome, sendo transformada em Av. Clara Zetkin. E, pouco a pouco, cada rua passou a homenagear lutadoras históricas. A Buenos Aires virou Olga Benário; a rua do Ouvidor, Dandara dos Palmares. E assim rua por rua até a Cinelândia, transformada em Praça Regina dos Santos. Regina foi militante do MST e, no início do ano, foi estuprada e brutalmente assassinada em Campos, interior do estado do Rio de Janeiro.

“CONTRA TODAS AS FORMAS DE VIOLÊNCIA ÀS MULHERES”

O tema central do ato foi a denúncia das diferentes formas de violência a que as mulheres são submetidas todos os dias. Tema que mobilizou diferentes setores do Movimento de Mulheres, com o apoio de outros Movimentos Sociais do Rio de Janeiro na construção da passeata.

Os índices de violência sexual e doméstica no Brasil e no mundo crescem a cada ano. E, ao contrário do que se divulga, cada vez menos mulheres ocupam espaços de participação política. Um bom exemplo disso se mostra na Câmara dos Vereadores aqui do Rio. Na última legislatura, das 51 cadeiras, 15 eram ocupadas por mulheres. Em 2013 esse número diminuiu para 8.

UMA MEDALHA PARA UMA FLOR

Nossa homenageada, Sandrinha, é uma referência no debate dos Direitos Humanos. Foi a primeira brasileira a receber o Prêmio Anual de Direitos Humanos da Human Rights First (HRF), por seu importante trabalho de denúncia e fiscalização dos abusos e crimes cometidos dentro do sistema prisional no Brasil.

Em 1992, Sandra integrou a comissão que entrou no presídio do Carandiru logo após a chacina de 111 presos e constatou as evidências de que havia ocorrido um massacre. Sua atuação foi fundamental para impedir a descaracterização do cenário do crime e garantir a presença da perícia técnica. A partir de então, Sandra se especializou na área de segurança pública e voltou seu trabalho no Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da Universidade de São Paulo (USP) para a reforma das polícias e do sistema penitenciário brasileiro.

Atuando há 12 anos, a Justiça Global se credenciou como uma das principais organizações brasileira de direitos humanos no país. Nos últimos anos, tem sido grande parceira na construção de uma rede de militantes em volta do tema dos direitos humanos à cidade junto com os movimentos sociais no Rio de Janeiro e no Brasil.

Compartilhar:

Homenagem à lutadora Sandra Carvalho

Compartilhar:

foto-sandrinha

O mandato do vereador Renato Cinco (PSOL) tem a honra de homenagear, com a medalha Chiquinha Gonzaga, a militante dos direitos humanos, co-fundadora e diretora da Justiça Global, Sandra Carvalho.

Sandrinha, como é conhecida, foi a primeira brasileira a receber o Prêmio Anual de Direitos Humanos da Human Rights First (HRF). Militante no combate à violência policial e aos grupos de extermínio, Sandrinha luta pela reforma agrária e pela fiscalização aos abusos e crimes cometidos dentro do sistema prisional. Além disso, sua atuação é incansável nas denúncias contra a perseguição e a criminalização dos movimentos sociais e defensores de direitos humanos no Brasil.

Em 1992, integrou a comissão que entrou no presídio do Carandiru logo após a chacina de 111 presos e constatou as evidências de que havia ocorrido um massacre. Sua atuação foi fundamental para impedir a descaracterização do cenário do crime e garantir a presença da perícia técnica. A partir de então, Sandrinha se especializou na área de segurança pública e voltou seu trabalho ao Núcleo de Estudos da Violência (NEV), para a reforma das polícias e do sistema penitenciário brasileiro.

Desde 1993, integra a coordenação executiva da Comissão Teotônio Vilela e há 12 anos dirige a ONG Justiça Global, uma das principais organizações brasileira de direitos humanos.

Sandrinha é acima de tudo uma companheira na luta pelos direitos humanos. Esta é uma justa homenagem a uma lutadora.

Além de entregar a medalha Chiquinha Gonzaga, o mandato Renato Cinco agradece à nossa amiga Sandra Elias de Carvalho.

A entrega da medalha será realizada no dia 08 de março, às 18h30min, no plenário da Câmara dos Vereadores. Logo após, às 20h, convidamos a todos para uma homenagem popular no Bar Escadinha (Beco da Cirrose).

sandrinha_2

Compartilhar: