Ameaça de especulação imobiliária do PEU das Vargens

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Depois do Porto Maravilha, a prefeitura do Rio prepara uma nova ofensiva de privatização dos espaços públicos, através da chamada “Operação Urbana Consorciada”, com o PEU das Vargens (PLC 140/15). A proposta abrange os bairros Vargem Grande, Vargem Pequena, Camorim, parte do Recreio, além de um pequeno trecho da Barra e de Jacarepaguá. Esta região representa 23,99% do território do município.

O modelo é semelhante ao que já é adotado na região portuária, com o projeto “Porto Maravilha”. O “estudo” que serviu de base para a elaboração do PEU das Vargens foi feito por um consórcio formado pelas construtoras Odebrecht e Queiroz Galvão, que provavelmente vão disputar e ganhar o direito de administrar esta área. Não custa lembrar que estas empreiteiras estão entre as principais financiadoras de campanhas eleitorais do PMDB.

Assim como ocorreu com o projeto Porto Maravilha, o PEU das Vargens pode representar um duro ataque à população tradicional da região, além de ferir o patrimônio ambiental de uma das áreas mais verdes do Rio de Janeiro.

Nosso mandato apoia a mobilização dos moradores das Vargens na elaboração de uma análise crítica sobre o PEU e na construção de um plano popular, que atenda aos interesses desta população. Afinal, este PEU pode representar um avanço do modelo de negócios imobiliários já adotado na região da Barra da Tijuca e no Recreio.

Neste contexto, Renato Cinco participou, no último sábado (21), de um encontro com moradores das Vargens, criticando a adoção de políticas públicas de urbanização que acabam expulsando as populações tradicionais, para desenvolver um modelo de cidade que beneficia as grandes empreiteiras e os empreendimentos imobiliários destinados à população mais rica.

“Também devemos nos preocupar com a manutenção desta região como uma das áreas mais preservadas da cidade”, declarou Cinco.

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