Ato-show gratuito contra a privatização do Petróleo Na Praça XV

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petroleo

Nessa quinta-feira (2), Marcelo Yuka, Jards Macalé, Wilson Moreira, Noca da Portela e a banda El Efecto são alguns dos artistas que ocuparão a praça XV,  a partir das 16 horas, no ato cultural contra o leilão do Campo de Libra, principal campo de petróleo do Pré-Sal brasileiro. O evento é promovido pela campanha O Petróleo tem que ser nosso!, e comemora também o aniversário da Petrobrás, símbolo da soberania brasileira sobre os recursos energéticos.

 

O leilão será realizado dia 21 de outubro, e será o primeiro da história a envolver um campo com 8 a 12 bilhões de barris conhecidos.  Na avaliação do Sindpetro-rj, sindicato dos petroleiros do Rio de Janeiro, a Petrobras não conseguirá participar do leilão de Libra para ampliar sua parcela no consórcio, além dos 30% que já tem direito, por estar com recursos limitados. Assim, 70% do leilão deve ficar com as petrolíferas estrangeiras, já que nenhuma outra empresa nacional deverá ter recursos para participar deste leilão.

 

Para combater a privatização e desnacionalização do campo de Libra, os movimentos sociais organizados na campanha O Petróleo tem que ser nosso! defendem que a exploração das reservas petrolíferas dessa região sejam entregue através de contrato de partilha à Petrobras, sem leilão prévio, utilizando o artigo 12 da lei 12.351. Com o leilão, a União  ficará apenas com 40% do lucro da exploração do petróleo, porcentagem baixa comparável apenas a de contratos firmados em países militarmente ocupados, segunda a campanha.

 

Confira a Programação completa do ato-show:

Grupo Sanhauá

Forró do Sergival

Roda de Samba do Paulão 7 cordas

Dunga

Wilson Moreira

Toninho Geraes

Noca da Portela

Jards Macalé

Mariene de Castro

Bateria do Dendê

Bateria de mulheres “Saias na folia”

El Efecto

artistas circenses e Vj´s

Paulo Betti irá comandar a festa!

Participação de Marcelo Yuka e outros artistas!

 Mais informações.

 

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Câmara Municipal sitiada

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Ainda são raros os dias em que a população carioca se mobiliza para acompanhar os trabalhos da Câmara Municipal do Rio Janeiro. Mas o dia 01 de outubro deste ano foi uma exceção. Milhares de profissionais da educação e apoiadores protestaram na Cinelândia contra a votação de um Plano de Cargos, Carreira e Remunerações que não atende às demandas da categoria.

O que se viu foi o parlamento cercado com grades que bloqueavam todas as ruas de acesso a Câmara. Até funcionários e vereadores encontraram grande dificuldade para entrar na casa. Quem estava na Cinelândia (em frente à Câmara Municipal) precisou ir até o Largo da Carioca, entrar na Avenida Chile, descer a Rua República do Paraguai e voltar pela Rua Evaristo da Veiga, passando por vários bloqueios policiais. O que era para ser uma caminhada de 80 metros transformou-se em uma peregrinação de 1,2 km.

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Boletins do Mandato Renato Cinco

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Censura olímpica!– boletim 144 (+)

Homenagem a Rodrigo Mac Niven– boletim 143 (+)

Por outra política de drogas: basta de guerra aos pobres! – boletim 142 (+)

A relação da Concremat com as remoções – boletim 141 (+)

Lançamento do livro “Modulações de sentidos na experiência psicodélica” – boletim 140 (+)

Festa Cinco! – boletim 139 (+)

Homenagem à Dona Penha da Vila Autódromo – boletim 138 (+)

O PMDB é responsável pela calamidade pública do Rio – boletim 137 (+)

Primavera das mulheres: desafios da luta feminista – boletim 136 (+)

Festa Cinco! – boletim 135 (+)

Pelo fim da cultura do estupro! – boletim 134 (+)

Renato Cinco utiliza Karl Marx para defender CPI das Olimpíadas – boletim 133 (+)

Pedaladas olímpicas de Eduardo Paes – boletim 132 (+)

Michel Temer: um presidente sem legitimidade – boletim 131 (+)

Neste sábado tem Marcha da Maconha em Ipanema – boletim 130 (+)

Eleição nos EUA: os socialistas e a campanha de Bernie Sanders – boletim 129 (+)

O show de horrores do impeachment – boletim 128 (+)

Os desafios da oposição de esquerda – boletim 127 (+)

Cineclube debate poluição industrial em Santa Cruz – boletim 126 (+)

DCE da UFRJ será homenageado com medalha Pedro Ernesto – boletim 125 (+)

Plenária do mandato: análise da conjuntura e perspectivas  – boletim 124 (+)

Nem Moro, Nem Lula. Mais Direitos, Mais Democracia  – boletim 123 (+)

Luta, substantivo feminino  – boletim 122 (+)

Em defesa da ampliação da licença paternidade  – boletim 121 (+)

Prefeitura ataca comunidade da Vila Autódromo com novas remoções  – boletim 120 (+)

Folia e repressão  – boletim 119 (+)

Nada é ousado a quem tudo se atreve!  – boletim 118 (+)

Seminário internacional sobre o colapso hídrico  – boletim 117 (+)

Teatro do Oprimido, uma construção periférica-épica  – boletim 116 (+)

Plenária do mandato do vereador Renato Cinco  – boletim 115 (+)

Teatro do Oprimido, uma construção periférica-épica  – boletim 114 (+)

Festa Cinco!  – boletim 113 (+)

Cineclube do Espaço Plínio debate uso medicinal da maconha  – boletim 112 (+)

Revolução Brasileira em debate no Espaço Plínio  – boletim 111 (+)

Roberto Leher debate Florestan Fernandes no Espaço Plínio  – boletim 110 (+)

Rio de Janeiro: alguns dos seus gênios e muitos delírios  – boletim 109 (+)

Edward Snowden e a democratização da comunicação  – boletim 108 (+)

Cineclube com o filme “A Lei da Água”  – boletim 107 (+)

Precisamos debater a desigualdade social  – boletim 106 (+)

Câmara Municipal debate a crise hídrica no Rio de Janeiro  – boletim 105 (+)

Homenagem a Tarcísio Motta  – boletim 104 (+)

Cuidar dos filhos também é dever do pai  – boletim 103 (+)

Câmara reconhece interesse cultural e social da Feira da Reforma Agrária  – boletim 102 (+)

Julgamento da descriminalização do porte de drogas é adiado  – boletim 101 (+)

Porque o PT não é de esquerda  – boletim 100 (+)

Remoções em debate no cineclube do Espaço Plínio  – boletim 99  (+)

STF vai julgar descriminalização do porte de drogas na próxima segunda-feira  – boletim 98  (+)

Atividade de formação sobre classes sociais e luta de classes  – boletim 97  (+)

Parlamentares são impedidos de fiscalizar obras no Parque Olímpico  – boletim 96  (+)

Descriminaliza STF!  – boletim 95  (+)

Curso de formação política no Espaço Plínio  – boletim 94  (+)

Redução não é solução  – boletim 93  (+)

E se a cidade fosse nossa?  – boletim 92  (+)

A luta dos trabalhadores no cineclube do Espaço Plínio  – boletim 91  (+)

Espaço Plínio de Arruda Sampaio é inaugurado na Lapa  – boletim 90  (+)

Inauguração do Espaço Plínio de Arruda Sampaio  – boletim 89  (+)

Plenária sobre política de drogas e saúde mental – boletim 88  (+)

Sábado tem Marcha da Maconha em Ipanema! – boletim 87  (+)

Zuleide Faria de Melo será homenageada com a medalha Pedro Ernesto – boletim 86  (+)

Audiência Pública debaterá o direito de manifestação no Rio de Janeiro – boletim 85  (+)

Combate ao machismo começa na escola – boletim 84  (+)

A saída é pela esquerda! – boletim 83  (+)

Contra a redução da maioridade penal! – boletim 82  (+)

Eduardo Paes quer restringir a campanha eleitoral durante as Olimpíadas – boletim 81  (+)

Debate “Colapso Hídrico e o Ecossocialismo” – boletim 80  (+)

Nem 13 nem 15 nos representam: a saída é pela esquerda! – boletim 79  (+)

Pela vida das mulheres, legalização do aborto já! – boletim 78  (+)

Liberdade para os cultivadores de maconha! – boletim 77  (+)

Por um ano novo de muitas lutas – boletim 76  (+)

Vereador Carlos Bolsonaro defende o pai e tenta intimidar Renato Cinco – boletim 75 (+)

Pressão pela CPI do Campo de Golfe – boletim 74 (+)

Festa Cinco – boletim 73 (+)

Dia Nacional da Maconha Medicinal – boletim 72  (+)

Rio Cidade Olímpica: balcão de negócios ou espaço de direitos? – boletim 71  (+)

As eleições de 2014 e os desafios da esquerda em 2015 – boletim 70  (+)

Golfe para quem? – boletim 69  (+)

Pela ampliação da licença paternidade – boletim 68  (+)

Renato Cinco participa de audiência sobre a legalização da maconha – boletim 67  (+)

Só a luta muda a vida! – boletim 66  (+)

Terceiro ato “Nossa Copa é na Rua”, nesta sexta (04), no Posto 4‏ – boletim 65  (+)

Segundo ato “Nossa Copa é na Rua” acontecerá neste sábado (28) – boletim 64  (+)

Homenagem ao Comitê Popular da Copa e das Olimpíadas reúne centenas de pessoas – boletim 63  (+)

Nesta quinta-feira, ato “Nossa Copa é na Rua”, às 10 horas, na Cinelândia. – boletim 62  (+)

Junho de 2014: ainda sonhamos perigosamente? – boletim 61  (+)

Profissionais de educação são agredidos pela PM – boletim 60  (+)

Festa de 40 anos do Cinco neste sábado (24) – boletim 59  (+)

Marcha da Maconha mobiliza 10 mil pessoas em Ipanema – boletim 58  (+)

Neste sábado tem Marcha da Maconha na orla de Ipanema – boletim 57 (+)

Participe dos atos do primeiro de maios – boletim 56 (+)

Era só mais um Silva: sonhos interrompidos de Douglas – boletim 55 (+)

Moradia: um direito de todo cidadão – boletim 54 (+)

Uso medicinal da maconha avança no Brasil – boletim 53 (+)

Twitcam com Renato Cinco na terça-feira  – boletim 52 (+)

PSOL-RJ realizará o ato “Ditadura Nunca Mais!” na próxima segunda-feira – boletim 51 (+)

Câmara Municipal prepara ato contra golpe militar de 64- boletim 50 (+)

Homenagem à Ocupação Manoel Congo nessa terça-feira- boletim 49 (+)

Nesta quinta tem plenária do Renato Cinco no IFCS- boletim 48 (+)

Plenária do mandato Renato Cinco em 20/03 na ABI- boletim 47 (+)

Mulheres de luta serão homenageadas na Câmara- boletim 46 (+)

Basta de violência contra a mulher!- boletim 45 (+)

Lutar não é crime! Querem enfraquecer os movimentos sociais – boletim 44 (+)

Um ano de muitas lutas- boletim 43  (+)

Uruguai legaliza a maconha- boletim 42  (+)

Homenagem à luta da educação e advogados e socorristas ativistas- boletim 41  (+)

Chega de remoções arbitrárias- boletim 40  (+)

Dia 27: pela legalização da maconha e combate ao Câncer- boletim 39 (+)

Em defesa da democracia, contra o Estado policial- boletim 38 (+)

Amanhã tem plenária do Mandato Renato Cinco- boletim 37 (+)

Plenária do Mandato na próxima quinta- boletim 36 (+)

Forças Armadas enfrentam manifestantes durante Leilão do campo de Libra- boletim 35 (+)

Dezenas de milhares abraçam a luta da educação, enquanto a repressão aumenta – boletim 34 (+)

1º Congresso Municipal do PSOL do Rio de Janeiro esse sábado – boletim 33 (+)

Plenária do Mandato do vereador Renato Cinco essa quinta-feira – boletim 32 (+)

Educadores ocupam o Plenário da Câmara e adiam votação do Plano de Carreira- boletim 31 (+)

CPI do FUNDEB: estamos incomodando e queremos mais! – boletim 30 (+)

Plenária de Educadores pela CPI do FUNDEB cria Fórum Popular! – boletim 29 (+)

Por que o Rio precisa de uma CPI do FUNDEB? – boletim 28 (+)

CPI do Fundeb já! – boletim 27 (+)

Justiça suspende CPI dos Ônibus – boletim 26 (+)

Pizza de irregularidades na abertura da CPI dos Ônibus – boletim 25 (+)

CPI dos ônibus: todos/as presentes na Câmara Municipal nessa sexta-feira, às 8h – boletim 24 (+)

Grande plenária popular de preparação para a CPI dos Ônibus – boletim 23 (+)

Câmara Municipal ocupada: “É preciso aprender a ouvir as ruas” – boletim 22 (+)

Novo ato no Leblon termina com confronto e prisões arbitrárias – boletim 21 (+)

Dia Nacional de Lutas: manifestações em 7 capitais, truculência policial no Rio de Janeiro – boletim 20 (+)

10 mil pessoas tomam as ruas na final da Copa das Confederações – boletim 19 (+)

Domingo eu vou ao Maracanã! Ato nacional na final da Copa das Confederações – boletim 18 (+)

A redução da passagem tem que sair do lucro da Fetranspor e não da saúde e da educação – boletim 17 (+)

Esta sexta-feira tem homenagem para o Brasil de Fato e a mídia alternativa carioca no auditório da ABI – boletim 16 (+)

Audiência Pública “Recolhimentos e Internações Forçadas no Município do Rio de Janeiro” lota o plenário – boletim 15 (+)

Internação Forçada, cuidado ou prisão? – boletim 14 (+)

 Sai João Havelange. Entra João Saldanha. Quem merece a homenagem? – boletim 13 (+)

 Marcha da Maconha mobiliza 10 mil pessoas no Rio de Janeiro  – boletim 12 (+)

Sábado tem Marcha da Maconha em Ipanema! – boletim 11 (+)

Projeto de Lei regulamenta acesso ao trabalho, proibindo discriminação de gênero, orientação sexual e de usuários de drogas – boletim 10 (+)

 Relator do PL 7663 desiste do cadastro de usuários de drogas – boletim 9 (+)

Por que somos contra o PL 1354/2012, do vereador João Mendes de Jesus – boletim 8 (+)

Ato Nacional por Reforma Agrária e Justiça no Campo – boletim 7 (+)

Comunidades do Horto sofrem com remoção – boletim 6 (+)

Aldeia Maracanã: uma reintegração de posse violenta e desastrosa- boletim 5  (+)

Internação Compulsória: prisão ou cuidado?- boletim 4  (+)

Sandra Carvalho recebe  medalha Chiquinha Gonzaga- boletim 3  (+)

CPI da Internação Compulsória- boletim 2  (+)

Boletim da Vitória – boletim 1  (+)

 

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Todo apoio à Greve da Educação!

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A prefeitura diz que é democrática e preza o diálogo, mas optou pelo confronto com os profissionais da educação.

1- Durante mais de quatro ano o prefeito e a secretária de educação se recusaram a receber os profissionais da educação em audiência;

2- Somente após a greve o prefeito e a secretária aceitaram receber o SEPE;

3- Os profissionais da educação aceitam suspender a greve em negociações que incluíam o envio para a Câmara Municipal de um plano de carreira a ser construído junto com o SEPE e que garantisse paridade, progressão por tempo de serviço, progressão por formação e carreira unificada de profissional da educação;

4- A prefeitura envia mensagem à Câmara sem conversar com o sindicato e sem cumprir as premissas combinadas;

5- Os profissionais da educação retomam a greve, exigem a retirada do plano e apresentam uma proposta alternativa;

6- A prefeitura se recusa a retirar o plano e passa a negociar emendas com a base aliada, sem convocar a oposição e se recusando a ouvir o sindicato;

7- Os profissionais da educação ocupam a Câmara Municipal exigindo a retirada do plano e a reabertura de negociações;

8- O governo usa e abusa da violência policial para retirar os manifestantes e anuncia que irá votar o plano na próxima terça-feira;

9- O final desta história depende do povo da cidade do Rio de Janeiro.

Confira a carta de parlamentares e da OAB em defesa dos educadores em greve:

carta vereadores greve educação

 

Confira também nossa análise do Plano de Carreira do Governo

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ABI entrega medalhas aos defensores da liberdade de informação

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Por Daniel Mazola, Conselheiro ABI e Secretário da Comissão de Defesa da Liberdade de Imprensa e Direitos Humanos da entidade. 

 

A Comissão de Defesa da Liberdade de Imprensa e Direitos Humanos da ABI, o Sindicato de Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, o Sindicato de Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro, Sindipetro-RJ, MST, Grupo Tortura Nunca, e o Instituto Mais Democracia, promoveram, na última sexta-feira, 20 de setembro, a solenidade de entrega da Medalha de Direitos Humanos, por serviços prestados a humanidade, ao direito de cidadania e ao direito humano da informação, às seguintes personalidades: Julian Assange, Edward Snowden, Glenn Greenwald, Bradley Manning, Aaron Swartz e Mordechai Vanunu.

De acordo com o presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Direitos Humanos da ABI, Mário Augusto Jakobskind, a homenagem é uma forma de reconhecer os serviços prestados à humanidade, ao direito de cidadania e ao direito à informação.

“É uma lembrança também para mostrar para o Brasil que hoje o mundo é global, nós precisamos ter solidariedade a figuras desse porte que sacrificam suas vidas pessoais, inclusive com ameaças à própria vida, ao direito de ir e vir. Eles precisam ser lembrados, tornados figuras públicas e homenageadas, pois estão prestando um serviço de utilidade pública à comunidade internacional, à humanidade mesmo.”

Jakobskind lembra que o direito à informação está relacionado ao pleno exercício da cidadania, quando é uma informação “sem subterfúgios e sem manipulações”. “O principal da homenagem é para que a comunidade internacional tome conhecimento que entidades brasileiras que participam das mobilizações e movimentos sociais estão reconhecendo os serviços prestados por esses cidadãos pelas informações, inclusive relacionados ao Brasil, a espionagem que todos nós sabemos, essa ocorrência lamentável. E graças a ele (Snowden), na verdade nós confirmamos o que já sabíamos, por indícios ou por uma série de questões, agora é confirmado.”

O americano Edward Snowden está envolvido na divulgação do escândalo da espionagem feita pela Agência Nacional de Segurança (NSA) dos Estados Unidos. Ele tornou público os detalhes de como é feita a vigilância sobre o tráfego de informações e foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz. Snowden vive em Moscou, na Rússia, onde conseguiu asilo político depois de passar um mês no aeroporto da cidade.

O advogado e escritor Glenn Greenwald divulgou as informações repassadas por Snowden no jornal britânico The Guardian. Seu companheiro, o brasileiro David Miranda, foi detido no Aeroporto de Heathrow, onde passou por interrogatório e teve seus pertences apreendidos. Atualmente, Greenwald mora no Rio de Janeiro.

O australiano Julian Paul Assange é responsável pelo site Wikileaks, que tem publicado uma série de denúncias e informações sigilosas do governo americano, inclusive relacionadas ao tratamento dos prisioneiros de Guantánamo e o envolvimento dos Estados Unidos nas guerras do Afeganistão e Iraque e telegramas secretos da diplomacia. Ele foi considerado Homem do Ano de 2008 na Franca e entrou na lista dos 100 homens mais influentes do planeta da revista Times em 2011. Assange vive há um ano na embaixada do Equador, em Londres.

O soldado norte-americano Bradley Edward Manning foi preso em 2010 e condenado a 35 anos de prisão por acesso e divulgação de informações sigilosas. Ele foi acusado de vazar 700 mil documentos para o Wikileaks, mas a acusação não foi provada. Após a divulgação da sentença, ele pediu para passar por tratamento hormonal e passou a se chamar Chelsea Elizabeth Manning.

Também americano, o ativista Aaron Hillel Swartz ajudou a criar a licença Creative Commons, que possibilitou acesso a milhões de arquivos públicos do judiciário dos Estados Unidos, textos acadêmicos e bancos de dados. Em 2011, ele foi preso, acusado de compartilhar artigos em domínio público pagos pela revista científica JSTOR e de invasão de computadores. Ele suicidou-se em janeiro deste ano. Depois da morte, promotoria retirou as acusações contra ele.

O último homenageado nesta primeira edição da medalha é Mordechai Vanunu, que nasceu no Marrocos e se tornou técnico nuclear em Israel. Ele revelou informações sobre o programa nuclear israelense, divulgadas pela imprensa britânica em 1986. Vanunu foi sequestrado em Londres pelo serviço secreto israelense e condenado por traição. Ficou 18 anos preso, mais de 11 em cela solitária.

Julian Assange e Mordechai Vanunu enviaram mensagens

Mordechai Vanunu mandou emocionante recado de agradecimento pelo Prêmio realizado na ABI: ”Fico muito feliz com a homenagem. Foi a melhor notícia que recebi nos últimos tempos. Espero um dia poder ir ao Brasil e agradecer pessoalmente. Por enquanto vivo sob o controle do governo de Israel, que não permite que eu exerça meu direito de ir e vir, nem meu direito à liberdade. Peço aos amigos brasileiros que se unam à campanha internacional por minha liberdade, e para que eu possa ir viver em outra parte do mundo. O governo israelense tem indeferido todos os meus pedidos nesse sentido. Mais uma vez agradeço à Associação Brasileira de Imprensa o prêmio que me foi concedido. Mordechai Vanunu”.

Julian Assange enviou um vídeo de 7 minutos onde comenta os crimes e arbitrariedades do EUA, porque criou o WIKILEAKS e está refugiado na embaixada do Equador em Londres. Ele agradeceu a ABI pela coragem em homenagear as seis personalidades que lutam ou lutaram pela liberdade de expressão, imprensa, direito a informação e a cidadania. O vídeo está em inglês e sem legenda, mas estamos providenciando a tradução integral. Durante o evento foi feito um resumo da mensagem em português. Segue o link que postamos no youtube:

http://www.youtube.com/watch?v=rqTaWwcIBR4&feature=youtu.be

 

A mesa foi composta por Daniel Mazola (Secretário da comissão de LIDH e Conselheiro ABI), Joaquim Pinheiro (Coordenação MST-RJ), Carlos Tautz (Instituto Mais Democracia), Mario augusto Jakobskind (Presidente da comissão de LIDH da ABI), Fernando Soriano (Diretor Sindipetro-RJ), Paula Máiran (Presidente do SJMRJ), Continentino Porto (Presidente do SJPERJ), João Vicente Goulart (Instituto Presidente João Goulart) e Sérgio Moura (Grupo Tortura Nunca Mais).

Espionagem americana no Brasil

Matéria do jornal O Globo de 6 de julho denunciou que brasileiros, pessoas em trânsito pelo Brasil e também empresas podem ter sido espionados pela Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (National Security Agency – NSA, na sigla em inglês), que virou alvo de polêmicas após denúncias do ex-técnico da inteligência americana Edward Snowden. A NSA teria utilizado um programa chamado Fairview, em parceria com uma empresa de telefonia americana, que fornece dados de redes de comunicação ao governo do país. Com relações comerciais com empresas de diversos países, a empresa oferece também informações sobre usuários de redes de comunicação de outras nações, ampliando o alcance da espionagem da inteligência do governo dos EUA.

Ainda segundo o jornal, uma das estações de espionagem utilizadas por agentes da NSA, em parceria com a Agência Central de Inteligência (CIA) funcionou em Brasília, pelo menos até 2002. Outros documentos apontam que escritórios da Embaixada do Brasil em Washington e da missão brasileira nas Nações Unidas, em Nova York, teriam sido alvos da agência.

Logo após a denúncia, a diplomacia brasileira cobrou explicações do governo americano. O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, afirmou que o País reagiu com “preocupação” ao caso.

O embaixador dos Estados Unidos, Thomas Shannon negou que o governo americano colete dados em território brasileiro e afirmou também que não houve a cooperação de empresas brasileiras com o serviço secreto americano.

Por conta do caso, o governo brasileiro determinou que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) verifique se empresas de telecomunicações sediadas no País violaram o sigilo de dados e de comunicação telefônica. A Polícia Federal também instaurou inquérito para apurar as informações sobre o caso.

Após as revelações, a ministra responsável pela articulação política do governo, Ideli Salvatti (Relações Institucionais), afirmou que vai pedir urgência na aprovação do marco civil da internet. O projeto tramita no Congresso Nacional desde 2011 e hoje está em apreciação pela Câmara dos Deputados.

Monitoramento

Segundo reportagem veiculada pelo programa Fantástico, da TV Globo, afirma que documentos que fariam parte de uma apresentação interna da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos mostram a presidente Dilma Rousseff e seus assessores como alvos de espionagem.

De acordo com a reportagem, entre os documentos está uma apresentação chamada “filtragem inteligente de dados: estudo de caso México e Brasil”. Nela, aparecem o nome da presidente do Brasil e do presidente do México, Enrique Peña Nieto, então candidato à presidência daquele país quando o relatório foi produzido.

O nome de Dilma, de acordo com a reportagem, está, por exemplo, em um desenho que mostraria sua comunicação com assessores. Os nomes deles, no entanto, estão apagados. O documento cita programas que podem rastrear e-mails, acesso a páginas na internet, ligações telefônicas e o IP (código de identificação do computador utilizado), mas não há exemplos de mensagens ou ligações.

Homenagem do MST

Leia abaixo a mensagem enviada por João Pedro Stédile, integrante da coordenação nacional do MST, que foi lida na homenagem aos Defensores da Liberdade:

ESTIMADOS COMPANHEIRAS E COMPANHEIROS,

Felicito em nome de todo MST e dos movimentos da VIA CAMPESINA BRASIL, a justa iniciativa da comissão de direitos humanos da ABI. Que teve a coragem e a clareza política de homenagear aos que nesse momento estão colocando suas vidas em risco, se contrapondo aos interesses do império Estadunidense.

Com vosso gesto, vocês em nome do povo brasileiro, estão ajudando a salvar as vidas desses combatentes.

Os seres humanos somos absolutamente iguais em todo planeta. Não temos diferenças biológicas. Podemos ter opções e raízes culturais diferentes que nos deixam melhores. O Mundo se divide na verdade entre exploradores, gananciosos, e os que vivem de seu trabalho e esforço. E os capitalistas gananciosos agora hegemônicos em todo mundo, tem se utilizado cada vez mais das guerras e do sacrifício humano para aumentar ainda mais seus lucros.

Vanunu teve a coragem de denunciar que Israel já tinha bomba atomica, há muitos anos atras. Foi sequestrado em Roma, e enviado clandestinamente às prisões isralenses, aonde pagou com mais de 25 anos de sua vida, e ainda está em prisão domiciliar. Deveríamos lhe oferecer asilo no Brasil.

Agora, condena-se o uso de gás sarin na guerra da Síria, mas não se explica quem é a empresa fabricante, que continua vendendo?

A prepotência estadunidense, não tem limites. Mantém mais de 800 bases militares em todo mundo, dezenas de satélites e programas de computador nos espionando noite e dia. Do qual não escapam, nem empresas, nem chefes de estado.
Proponho que essa plenária do Premio, declare o Presidente Obama, o senhor das guerras e perseguições, e que exijam do parlamento Norueguês a devolução do Premio Nobel da Paz.

Oxalá, se reproduzam por todo mundo, gestos como o de vocês, de homenagear os que lutam contra o imperialismo e a guerra. Para que esses gestos representem nossa total solidariedade a esses valorosos seres humanos, que colocaram a ética e a vida de milhares de pessoas, acima de suas próprias vidas.

Um grande abraço a todos e todas

João Pedro Stédile
Coordenação Nacional MST

 

Biografia dos homenageados:

– Edward Joseph Snowden

Ex-analista de inteligência dos Estados Unidos tornou públicos detalhes de várias programas altamente confidenciais de vigilância eletrônica dos governos de Estados Unidos e do Reino Unido. Ele participava como colaborador terceirizado da Agência de Segurança Nacional (NSA) e foi também agente da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA).

Ao prestar as relevantes informações de utilidade para o mundo, Snowden revelou como a inteligência norte-americana espiona países e personalidades. Com isso os brasileiros ficaram sabendo que o país é o maior vigiado pela NSA depois dos Estados Unidos. Até a Presidenta Dilma Roussseff e seus auxiliares mais próximos foram monitorados pelos espiões norte-americanos, uma afronta a soberania nacional que merece o repúdio de todos os brasileiros.

Snowden prestou serviço relevante ao tornar público detalhes da vigilância de comunicações e tráfego de informações executada pelo programa de vigilância PRISM dos Estados Unidos, tendo sido por isso considerado pelo governo dos Estados Unidos como ladrão de propriedade do governo, comunicação não autorizada de informações de defesa nacional e comunicação intencional de informações classificadas como de inteligência para pessoa não autorizada.

Mas para a comunidade internacional é considerado um herói da humanidade. Sua ação humanista é também um serviço de direito humano, porque indiscutivelmente a informação é um direito humano, bem como um direito de cidadania, totalmente ignorado por sucessivos governos estadunidenses.

Edward Joseph Snowden é um cidadão estadunidense nascido em 20 de junho de 1983 em Elizabeth City, na Carolina do Norte. Estudou computação na Anne Arundel Community College e posteriormente diplomou-se em uma faculdade comunitária, a General Educational Development. Mestrado on-line da Universidade de Liverpool em 2011, Snowden trabalhou em uma base militar dos EUA no Japão. Poliglota, fala japonês e mandarin e decidiu professar a religião budista. Em 7 de maio de 2004 alistou-se no Exército de seu país. Em seguida

Seu emprego seguinte foi como guarda de segurança da Agência de Segurança Nacional no Centro de Estudos Avançados de Língua na  Universidade de Maryland e na CIA onde passou a exercer a função de agente de segurança.

Considerado como gênio da computação, a partir de 2006 passou a escrever em um site de notícias de tecnologia e informação.

Decidido a prestar um serviço de utilidade pública para a humanidade, Edward Snowden primeiro fugiu em 20 de maio de 2013 para Hong Kong. Não conseguiu asilo político e seguiu para a Rússia, permanecendo um mês numa área de trânsito do aeroporto de Moscou até finalmente ter sido concedido o asilo político.

Snowden foi indicado pelo professor de sociologia Stefan Svallfors, de nacionalidade sueca, para o Prêmio Nobel da Paz. Na justificativa, Svallfors assinalou que os feitos de Snowden são “heróicos e significaram grandes sacrifícios pessoais”. E acrescentou que a atitude deste herói da humanidade estimula que pessoas envolvidas em atos contrários aos direitos humanos possam denunciá-los.

– Glenn Greenwald

Advogado constitucionalista, colunista influente nos Estados Unidos, blogueiro, comentarista político e escritor. Divulgou as informações de utilidade pública elaboradas por Snowden no jornal britânico The Guardian, revelações estas também editadas no jornal O Globo. Glenn Greenwald é colunista do site Salon.com.

Suas análises sobre a vigilância governamental e a separação de poderes foram mencionadas nos jornais norte-americanos The New York Times e The Washington Post.

Grenwlad é autor de dois best-sellers, How Would a Patriot Act, em 2006, e A Tragic Legacy, em 2007, bem como Great American Hypocrites, em 2008.

Ele vive atualmente no Rio de Janeiro com o companheiro brasileiro David Miranda, que foi arbitrariamente detido no aeroporto de Londres e respondeu a um interrogatório tendo seus pertences apreendidos e não devolvidos. Uma arbitrariedade, portanto, que merece o repúdio de todos.

Gleen Greenwlad é também um herói da humanidade e que tem de ser homenageado por nós, jornalistas e sindicalistas, com este prêmio de Direitos Humanos. E, vale sempre repetir, da mesma forma que Edward Joseph Snowden, Gleen Greenwald prestou também um serviço de utilidade pública, não só honrando o exercício do jornalismo, como reforçando o direito humano da informação e de cidadania.

– Julian Paul Assange

Nascido em 3 de julho de 1971 na cidade australiana de Townsville, Assange é responsável pelo site Wikileaks, integrado por nove membros do conselho consultivo. Graças a este espaço midiático na internet, o mundo foi informado sobre uma série de denúncias e vazamento de informações.

Estudante de matemática e física, Assange foi também programador e hacker, antes de se tornar editor chefe do WikiLeaks, fundado em 2006.

Esteve envolvido em publicações de documentos sobre execuções extrajudiciais no Quênia, tendo por isso recebido o prêmio da Anistia Internacional Media Award no ano de 2009.

Além de informar ao mundo sobre documentos relacionados com resíduos tóxicos na África, revelou o tratamento desumano que as autoridades estadunidenses dão aos prisioneiros de Guantánamo. Em 2010, o WikiLeaks publicou detalhes pormenorizados sobre o envolvimento dos Estados Unidos nas guerras do Afeganistão e Iraque. O mundo ficou chocado com as imagens de bombardeios através de helicópteros de civis.

A partir de 28 de novembro de 2010, o Wikileaks, jornais europeus e norte-americanos começaram a publicar os telegramas secretos da diplomacia dos Estados Unidos. Os brasileiros, por exemplo, foram informados sobre atividades secretas dos Estados Unidos no país e até mesmo a colaboração de maus brasileiros.

O importante trabalho de Assange no site WikLeaks foi reconhecido em várias partes do mundo tendo sido considerado pelo jornal Le Monde em 2008 como “homem do ano”. E em 2011 foi incluído na lista da revista Time como um dos 100 mais influentes do planeta.

Graças ao seu trabalho o mundo foi informado sobre crimes de guerra cometidos no Afeganistão e Iraque pelo Exército dos Estados Unidos.

Em resposta aos relevantes serviços prestados à humanidade, Julian Assange foi acusado na Suécia de ter cometido abuso sexual e estupro. Perseguido e ameaçado de ser deportado para a Suécia e em seguida para os Estados Unidos, onde possivelmente pegaria altas penas, Assange finalmente decidiu pedir asilo na embaixada do Equador em Londres, onde permanece a mais de um ano, tendo o governo britânico o mantido sob vigilância permanente e com ameaças de prisão caso tente embarcar para Quito.

Assange é um herói da humanidade, que está tendo os seus direitos desrespeitados pelo governo britânico.

– Bradley Edward Manning, atualmente Chelsea Elizabeth Manning

Nasceu em Crescent, Estado norte-ameircano da Califórnia, a 17 de dezembro de 1987.

Soldado do Exército estadunidense, Manning foi preso, em maio de 2010, e processado por acesso e divulgação de informações sigilosas. Foi condenado a 35 anos de prisão pela Justiça norte-americana sob a acusação de ter vazado 700 mil documentos secretos para o site WikiLeaks.

O soldado servia no contingente militar norte-americano no Iraque. Exerce a função de analista de inteligência do Exército no Iraque e no Afeganistão. Ele foi preso por Agentes do Comando de Investigação Criminal do Exército com base em informações recebidas de autoridades federais, prestadas pelo informante dedo duro Adrian Lamo. Numa conversa com Lamo, Manning revelou que havia sido responsável pelo vazamento de um vídeo do ataque de um helicóptero a civis iraquianos, em 12 de julho de 2007, imagem divulgada no site WikiLeaks.

Manning foi ainda acusado de vazar mais de 150 mil documentos para o site dirigido por Julian Paul Assange, mas a acusação nunca foi provada.

Os militares norte-americanos mantiveram Manning preso na base de Quântico, no Estado da Virgínia, em condições ilegais e desumanas. Ele foi impedido de falar com um juiz e também de impetrar habeas corpus.

Logo depois de ter sido divulgada a sentença, Bradley Manning pediu que fosse considerado mulher e submetido a tratamento hormonal. Não quer mais ser chamado de Bradley Manning, mas sim Chelsea Elizabeth Manning.

– Aaron Hillel Swartz 

Nascido em Chicago a 8 de novembro de 1986, foi um programador estadunidense, escritor, organizador político e ativista da internet.

Seu currículo é grandioso, destacando-se, entre outras coisas, como um dos fundadores da organização ativista online Demand Progress e também membro do Centro Experimental de Ética da Universidade de Harvard.

Ajudou a criar o Creative Commons, que possibilitou acesso a milhões de arquivos públicos do judiciário norte-americano, além de textos acadêmicos de bancos de dados.

Em 6 de janeiro de 2011, Swartz foi preso pelas autoridades federais estadunidenses, por compartilhar artigos em domínio público distribuídos pagos pela revista científica JSTOR. Ele foi acusado pelo governo dos Estados Unidos de crime de invasão de computadores.

Em 11 de janeiro de 2013, portanto dois anos depois de ser acusado pelo governo de seu país, Aaron Swartz suicidou-se sendo encontrado enforcado – podendo pegar até 35 anos de prisão e multa de mais de um milhão de dólares – pelo fato de ter usado formas não convencionais de acesso ao repositório da revista.

Swartz era contrário à prática da JSTOR de compensar financeiramente as editoras, e não os autores, e de cobrar o acesso aos artigos, limitando o acesso para finalidades acadêmicas.

Dois anos depois, na manhã de 11 de janeiro de 2013, Aaron Swartz foi encontrado enforcado em seu apartamento no Brooklin. Se estivesse vivo, Swartz provavelmente pegaria a mesma sentença que Manning.

Ao se pronunciar sobre a morte de Aaron Swartz, Gleen Greenwald disse que ele “foi destruído por um sistema de ´justiça` que dá proteção integral aos criminosos mais ilustres (…) mas que pune sem piedade e com dureza incomparável quem não tem poder e, acima de tudo, aqueles que desafiam o poder”.

Depois da morte de Aaron Swartz, a promotoria federal em Boston retirou as acusações contra ele. Mas esse procedimento não alivia o fato de o Estado norte-americano ter sido o responsável pelo fim trágico do jovem.

Aaron Swartz é um herói da humanidade que não pode ser esquecido. Esta homenagem post mortem é mais do que merecida.

– Mordechai Vanunu

Também conhecido pelo nome de batismo de John Crossman, nasceu a 13 de outubro de 1954, em Marraquech, no Marrocos.

Depois de emigrar para Israel, tornou-se técnico nuclear. Revelou a informação sobre o programa nuclear do Estado de Israel, fato divulgado pela imprensa britânica, em 1986, e que é omitido oficialmente pelas autoridades daquele país.

Vanunu foi então seqüestrado em Londres pelo Mossad, o serviço secreto israelense, sendo julgado e condenado por traição. Ficou então preso durante 18 anos, sendo mais de 11 em cela solitária.

Mesmo libertado em 2004, Vanunu continua sujeito a uma série de restrições de comunicação e movimento. Desde que deixou a prisão voltou a ser preso por diversas vezes, acusado de não respeitar tais restrições.

Em março de 2005 foi citado por 21 acusações de “contravenção à ordem legal”, sujeito a pena máxima de 2 anos de prisão por acusação, e desde então espera pelo julgamento em liberdade.

Vanunu é considerado por defensores dos direitos humanos como um prisioneiro de opinião. A Anistia Internacional condena as atuais restrições impostas pelo Estado de Israel a Vanunu.

Mordechai Vanunu na verdade é vítima do arbítrio por ter prestado um serviço de utilidade pública ao mundo informando a existência de armas nucleares por Israel.

 

 

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